Em “batalha olímpica”, Rousey defende titulo contra McMann

Neste sábado, o UFC terá como luta principal de seu evento de número 170 o duelo entre duas medalhistas olímpicas.

A campeã peso-galo da organização, Ronda Rousey, que foi medalha de bronze em judô nos jogos olímpicos de Pequim, em 2008, enfrenta Sarah McMann, que ficou com a prata no wrestling nos jogos de Athenas, em 2004.

Enquanto muitos especialistas apontam o duelo como sendo o primeiro desafio à altura de Ronda no MMA, a americana ainda se considera mais preparada para o posto de campeã do que a canadense:

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Confira os principais destaques da conversa de Ronda com os jornalistas, divididos por tópicos:

Sarah McMann e o desafio de enfrentar uma ex-campeã olímpica:

“Eu não quero falar muito, mas todo mundo apresenta os seus problemas específicos e ela traz coisas únicas para a mesa. As pessoas tentaram diferentes formas de aproximação contra mim em uma luta e eu sempre espero que elas tentem algo diferente.Então, vamos ver quais ideias diferentes eles vão ter. Nós não focamos nos pontos fracos do meu adversário e sim nos meus pontos fracos, fazemos tudo o que é possível para eliminá-los durante todo o camp. A ideia é ter uma resposta para as minhas fraquezas, então, independente do tipo de aproximação do meu adversário, eu terei como responder imediatamente. Nós passamos mais tempo tentando me deixar fora do alcance dos outros”.

Shayna Baszler já enfrentou Sarah McMann. No que ela te ajudou nesse camp?

“Sim nós falamos com a Shayna, mas eu estava mais interessada em coisas relacionadas à personalidade da Sarah, do que com a luta em si. A Shayna nos disse as suas impressões e tal, mas eu acho que a personalidade é o que mais importa em uma luta. Então o tipo de impressões que ela me deu ajudou muito. Isso te ajuda a decifrar as tendências.

Comparações com Floyd Mayweather:

“Ele é alguém em quem me inspiro a ser parecida nessa área de negócios. Eu tento aproveitar cada lição que eu posso, e meu treinador definitivamente tenta jogar algumas coisas de estilo no meu caminho, que ele também aprendeu com o Floyd”.

Início do MMA e inspiração e Gina Carano

“Quando eu disse que queria fazer MMA, meus treinadores de judô desaprovaram a ideia e minha mãe disse que era a coisa mais estúpida que ela já tinha ouvido. Mas eu queria provar para todo mundo que eles estavam errados. Antes das Olimpíadas eu já pensava nisso secretamente. Depois que eu vi a Gina Carano lutar, eu já pensava secretamente sobre isso e parecia tão estúpido que eu nem sequer mencionava. Se eu dissesse algo sobre isso eu sabia que ninguém ia aprovar. Eu lembro de estar em Wakefield, Massachusetts, entrando em uma loja da Home Depot, onde eu trabalhava como caixa, ouvindo música no meu fone de ouvido e pensando sobre como seria se eu fosse uma campeã de MMA. E aí eu me achei estúpida de novo”.

Medalha Olímpica 

“Eu escondo tudo na minha casa e já perdi minha medalha cerca de sete vezes. Eu a deixei no bar algumas vezes…Depois das Olimpíadas eu pensei: “Eu nunca bebo” e aí pensei que podia conseguir alguns drinks de graça se levasse a medalha. Meu Deus, várias vezes eu acordei de manhã perguntando: “Cadê a minha medalha? Está debaixo da cama?”. E aí um amigo meu acordou no avião e estava com a minha medalha no bolso (risos).”

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Veja oque a Sarah McMann falou – 

Sobre Ronda Rousey

“Quando eu comecei, Ronda estava em uma categoria de peso diferente da minha. No começo, ela lutava nos 65,9 kg e poderia ser ainda mais pesada do que isso nas Olimpíadas. Naquela época, eu literalmente não conseguia uma luta profissional, então quem quer que o meu empresário trouxesse para mim eu diria “Sim, eu quero!”. Havia meninas muito duras, que tinham 15, 20 lutas e eu pensava: “Sim, eu enfrento ela, eu não ligo”, mas as comissões atléticas não autorizavam a luta, pois eu tinha um recorde profissional de 0-0. Então, tive que procurar por meninas que estivessem com um recorde de 3-0, 5-2 ou algo assim. Mas essas meninas não queriam me enfrentar. Lembro que, por nove meses, eu nem sequer sabia se conseguiria tocar a minha carreira. Isso foi realmente muito maluco.”

Chave de braço

“As armadilhas dela são bem conhecidas. Eu acho que algumas das pessoas que a enfrentaram antes saíram de sua zona de conforto e isso custou a vitória para elas. A Ronda continua impondo o ritmo e, se você tem facilidade para quedar as pessoas e ficar por cima, você já está começando em uma excelente posição. O fato das adversárias da Ronda não terem trabalhado muito a defesa de quedas já as fez iniciar a luta em desvantagem, mas comigo é diferente”

Treinos

“Nós todos estamos esperando para ver o que vai acontecer. Não importa o quanto a gente praticou, só saberemos mesmo no sábado à noite.  Se nós tivéssemos lutando de quimono, eu acho que estaria em apuros. Como não é o caso, estou tranquila e me sinto confortável em qualquer área.”

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UFC 170
22 de fevereiro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-galo: Ronda Rousey x Sarah McMann
Peso-meio-pesado: Daniel Cormier x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Rory MacDonald x Demian Maia
Peso-meio-médio: Mike Pyle x T.J. Waldburger
Peso-meio-médio: Robert Whittaker x Stephen Thompson
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Alexis Davis x Jessica Eye
Peso-galo: Raphael Assunção x Pedro Munhoz
Peso-galo: Cody Gibson x Aljamain Sterling
Peso-mosca: Zach Makovsky x Josh Sampo
Peso-leve: Rafaello Oliveira x Erik Koch
Peso-leve: Ernest Chavez x Yosdenis Cedeno

 

Veja a opinião dos especialistas 

 

Veja o treino da Ronda Rousey na Academia do Gracie

 

Veja a entrevista da Ronda Rousey

 

Veja a entrevista da Sarah McMann



Sou amante e estudioso de esportes! Nasci em São Paulo, estudei em Los Angeles, NY e fiz pós-graduação em Barcelona, sempre acompanhando de perto as competições esportivas pelo mundo.