Olimpíadas de Inverno

Somos tropicais, montanhas nevadas formam um cenário alienígena. Coisa de livro, de cinema, de calendário suíço. Tão fora da nossa realidade quanto comer escorpião frito ou gordura de foca crua.

Por falar em gordura de foca, reza a lenda que a língua inuit tem inúmeras palavras para designar neve, dependendo se ela é nova, de ontem, do mês passado, fofa, dura ou sua cor for branco claro, branco médio, branco escuro e por ai vai e apenas uma para chamar qualquer tipo de vegetação, seja árvore, arbusto ou grama. Segundo boas fontes não é verdade, mas serve para ilustrar a ideia (para quem quiser saber um pouco da cultura esquimó de maneira leve, recomendo No País das Sombras Longas, de Hans Ruesch.  Apesar do autor ser italiano, a primeira edição foi em inglês, Top of the World – o título em português é bem melhor!).

Não entendo de esportes de inverno. Nada.

Só que assisti quase tudo de Sochi 2014. Grudei na tela da TV.

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Foi muito bonito! As imagens espetaculares, os locais deslumbrantes, as roupas multicoloridas contrastando com o branco da neve, de tirar o fôlego.

Quando a gente se dá conta, está empolgado com os saltos fantásticos, não desgruda os olhos da tela no slalom gigante, está achando a patinação artística maravilhosa, querendo ver muita porrada no hóquei e torcendo na final do curling feminino – que é um primo da bocha jogado com umas chaleiras de granito sobre uma pista (ou cancha?) de gelo – disputada entre Canadá e Suécia.

Que venha Pyeongchang 2018!



Fã de esportes, radicalmente contra radicalismos.