Técnico de segunda, Felipão não poderia comandar seleção de primeira

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Luiz Felipe Scolari, o Felipão, levou o Palmeiras para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2012 e, como prêmio, recebeu da CBF o lugar de Mano Menezes no comando da seleção nacional.

A comoção criada em torno do time verde e amarelo na reta final de preparação para a Copa, e os bons resultados conquistados pelo pentacampeão em seu retorno ao time têm mascarado, e muito, os problemas que a nova “família” mostra quando está em campo.

Felipão pode perder a Copa do Mundo pelo excesso de confiança. O treinador tem gravado vídeos convocando a ajuda da torcida, talvez para preparar o terreno no caso de um novo Maracanazo.

A seleção, assim como o Palmeiras no ano da queda, não tem jogadas trabalhadas, ainda apresenta problemas graves nas bolas alçadas à área (mesmo contando com zagueiros do nível de Thiago Silva e David Luiz), e depende muito do talento de duas peças que podem sofrer com a pressão de ganhar o hexa: Neymar e Oscar.

O camisa 11 do Barcelona vive fase turbulenta na carreira e na vida pessoal, enquanto o meia do Chelsea, responsável por comandar a armação da equipe, pode perder a vaga de titular nos Blues em importante fase de preparação.

Chegou a hora de Felipão mostrar que não é um treinador de segunda, de deixar o oba-oba de lado e de começar a trabalhar sério, como vem fazendo Alemanha, Argentina e outras sérias concorrentes ao título mundial.



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