Espanha vem à Copa com mais dúvidas do que certezas, mas é bom não descartá-los

Espanha
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Atual campeã mundial, a Espanha chega para a Copa do Mundo no Brasil ainda com os últimos dois títulos da Eurocopa, maior torneio do continente, na bagagem. Entre os 30 convocados pelo técnico Vicente Del Bosque, técnico das duas últimas conquistas, 17 estiveram no último Mundial. Então a equipe está embalada e chega como favorita absoluta, certo? Não, não é bem assim, e as dúvidas são maiores que as certezas do lado dos espanhóis.

A começar pela maior qualidade da Espanha nos últimos anos: a posse de bola. O tiki-taka, originário do Barcelona de Pep Guardiola que impressionou a Europa nos últimos anos, foi naturalmente passado à seleção (que tinha sua base justamente no Barça) e teve resultados semelhantes – controle, jogo bonito e títulos.

Porém, de uns anos para cá, o Barcelona perdeu sua força e os rivais foram se adequando a essa maneira de jogar. Em 2013, dois resultados impactantes mostraram que este estilo já não era mais soberano: Primeiro, o Bayern de Munique fez 7 a 0 no Barcelona na soma entre dois jogos nas semifinais da Liga dos Campeões. Semanas depois, foi a vez do Brasil passar por cima da Espanha na final da Copa das Confederações e vencer por 3 a 0.

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Xavi, o motor de toda essa engrenagem, já não é mais o mesmo. No ataque, a Espanha não tem um jogador do calibre de um Messi ou de um Ibrahimovic, por exemplo. A escassez é tanta que naturalizaram o brasileiro Diego Costa, destaque do Atlético de Madri. Com seu jogo físico, ele pode ser justamente o diferencial de um time que precisa se reciclar.

Todo cuidado é pouco, e um time que conta com talentos do porte de Iniesta, David Silva e Busquets não pode ser deixado de fora dos favoritos. Além do mais, jogadores como Casillas, Pique e o próprio técnico Vicente Del Bosque estão acostumados a vencer, e isso faz diferença em uma competição curta. Os problemas da Espanha são visíveis, mas o time do tiki-taka ainda pode assombrar o mundo.