Oscar Schmidt ter rejeitado a NBA foi essencial para o seu sucesso

Me permitirei neste espaço fazer um exercício de suposição sobre um dos maiores jogador do basquete brasileiro na história, senão o maior: Oscar Schmidt. O que seria dele se fosse draftado pela NBA?

Oscar foi um grande jogador. Um dos meus ídolos no basquete. Sua precisão nos arremessos de longa distância é algo que deveria inspirar muitas gerações depois dele, assim como a sua sede de vitórias e amor pelo seu país. Mas penso que muito dos feitos que conseguiu na carreira foram possíveis porque ele não aceitou jogar na NBA.

Para quem não se lembra, Oscar foi escolhido no draft de 1984 pelo New Jersey Nets, mas recusou jogar na NBA porque naquela época quem atuasse na liga perderia o status de amador, e não poderia jogar pela seleção brasileira, norma esta que foi mudada somente em 1992. Os Nets tentaram contratar o brasileiro em mais duas oportunidades, ambas sem sucesso. Outras franquias também mostraram interesse, mas Oscar nunca se seduziu pela ideia.

Atuando na Europa e no Brasil, Oscar chegou na incrível marca de 49.703 pontos. O brasileiro é considerado o maior cestinha da história do basquete mundial, superando o norte-americano Kareen Abdul-Jabbar. Está entre o seleto grupo de atletas do mundo que disputou cinco Jogos Olímpicos, e é até hoje o maior cestinha do basquete masculino na história da competição com 1093 pontos marcados.

No ano passado, Oscar finalmente entrou no Hall da Fama do basquete. Fez um discurso emocionante em que relembrou toda a sua trajetória. Mas…será que tudo isso que o brasileiro conquistou na carreira seria possível se ele jogasse na NBA? Duvido.

Outra pergunta que me faço é: o que seria de Oscar Schmidt se ele jogasse na NBA pelos Nets? Segundo o site Jumper Brasil, ele mesmo respondeu a esse questionamento durante a cerimônia em que foi inserido no Hall da Fama do basquete.

“Teria sido um dos dez melhores da história. Garanto isso. Naquela época, era mais fácil jogar na NBA porque era sempre um contra um. E, no um contra um, eu estou livre. Se tiver dois defensores, talvez tivessem uma chance de me marcar”.

Não acredito que ele estaria entre os dez melhores, ainda mais numa época que tinha nomes como Magic Jonhson, Larry Bird e Isiah Thomas em plena forma. Mas acho que Oscar faria bonito. Teria uma média próxima de 20 pontos por partida, e disputaria títulos. Seria, disparado, o melhor brasileiro da história da NBA.

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Crédito: Divulgação



Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com