Copa: conheça dois goleiros que são verdadeiros fenômenos

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Além de excelentes jogos, a Copa do Mundo de 2014 está brindando quem gosta de futebol com excelentes histórias. E disputar um Mundial já é difícil, imagine cinco deles? Ou, então, chegar aos 43 anos no meio da competição? Isso tudo está acontecendo no Brasil com dois goleiros: Gianluigi Buffon e Faryd Mondragón.

Primeiro, os mais velhos. Vinte anos após reserva da Colômbia na Copa dos Estados Unidos, Mondragón disputa mais um Mundial. Assim como em 1994, ele é reserva (foi titular em 1998, na Copa da França). Mas nada mal para um senhor que, no próximo dia 21, chegará a 43 primaveras. Para se ter uma ideia, caso atue por apenas um minuto, será dele o recorde de atleta mais velho a jogar o torneio. Hoje, a marca respeitável é do atacante camaronês Roger Milla, que tinha 42 anos na Copa de 1994.

Já fazendo hora extra no mundo da bola, Mondragón, jogador do Deportivo Cali, de seu país, não esconde: larga o futebol depois do Mundial do Brasil. “Estou aproveitando cada minuto, cada segundo deste Mundial. Depois da Copa certamente vou me aposentar. Então quero aproveitar os bons momentos”, disse ele ao UOL. “O que eu quero é que essa seleção faça história. Se a minha puder vir depois, vai ser perfeito”, completou.

Outro veterano (mas não tanto) que merece destaque é Buffon. Em 2014, o italiano de 36 anos está em sua quinta Copa do Mundo, a quarta seguida na condição de titular da Azzurra. Por causa de uma lesão, ele ficou de fora da estreia do país no Mundial. Mas é esperado que ele tenhs condições de reassumir a posição.

A trajetória do camisa 1 e capitão da Itália, um dos ídolos também da Juventus, é digna de admiração. Em 1998, ele foi o terceiro goleiro da equipe. De 2002 em diante, não teve para mais ninguém. Ele fechou o gol e se tornou o dono da posição. Em 2006, com todos os méritos, foi campeão do Mundial disputado na Alemanha. Na África do Sul, há quatro anos, também enfrentou problemas físicos. Jogou apenas apenas parte do primeira partida italiana e foi para o banco por causa de dores no nervo ciático.

Se as dores e as lesões derem uma trégua e se ele tiver o mesmo fôlego de Mondragón, um recorde pode ser quebrado: o de jogadores com o maior número de Copas no currículo. Além de Buffon, também estiveram em cinco Mundiais o meia alemão Lotthar Matthaus (entre 1982 e 1998) e o goleiro mexicano Antonio Carbajal (entre 1950 e 1966).

No que depender dele, a Rússia, palco da Copa de 2018, é logo ali: “Cinco Mundiais é uma bela marca, mas não me sinto satisfeito. O jogador precisa ser ambicioso. Nunca vou deixar a seleção por conta própria, seria o mesmo que desertar. Enquanto continuarem me convocando, irei com muito prazer, nem que seja para ficar no banco”, falou.

E talvez o futuro seja bem longe do banco para Buffon. Em 2018, ele terá 40 anos, ames,a idade que seu compatriota Dino Zoff tinha quando foi o capitão da conquista da Copa de 1982.

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.