Suspeitos de ‘Mensalão’ podem ir à Justiça contra eleição adiada no Vasco

Há coisas que só acontecem no Vasco. Além de ter um de seus candidatos à presidência condenado a indenizar o próprio clube pela Justiça, dois deles também são os principais suspeitos de se beneficiarem do “Mensalão Vascaíno” e podem entrar na Justiça Comum justamente contra a decisão proferida pelo Poder Judiciário que solicitou o adiamento do pleito por suspeitas de fraude. Que confusão!

O grupo Casaca, liderado por Eurico Miranda, e o Identidade Vasco, capitaneado por Roberto Monteiro, devem acionar a Justiça Comum nas próximas horas recorrendo da decisão que adiou as eleições do Vasco do dia 6 de agosto para 11 de novembro. Curiosamente, os dois candidatos são suspeitos de cadastrarem sócios irregularmente no ano passado, o que ficou conhecido como “Mensalão Vascaíno”.

Na oportunidade, 1730 sócios foram cadastrados no dia 30 de abril de 2013, o que chamou bastante a atenção, sobretudo quando se verificou que naquele mês mais 3 mil pessoas haviam se associado ao Vasco. O recorde, por si só, não traria maiores problemas se não fosse o fato de muitas dessas pessoas sequer saberem que haviam se filiado ao clube. Assim, o benemérito Otávio Gomes denunciou o esquema e a polícia passou a acompanhar o caso.

Na semana passada, a Assembleia Geral do Vasco decidiu pelo adiamento das eleições, atendendo à decisão judicial, que impugnou a lista de sócios votantes originalmente apresentada, e ao pedido da polícia, que ainda investiga o caso.

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