Com a força da nação, Flamengo tenta bom resultado contra freguês e amuleto

Nesta quarta-feira às 22h (Brasília), o Flamengo terá seu teste de fogo da nova Era Luxemburgo. Pelo jogo de ida da fase semifinal da Copa do Brasil, o rubro-negro enfrenta o Atlético- MG, no Maracanã, sabendo que estará diante de um adversário tecnicamente superior, mas contando com seu maior destaque: a torcida, que lotará o Maraca mais uma vez.

Mas não é só ela que poderá ajudar o Mais Querido da Gávea. A torcida considera o Atlético um velho freguês e também um importante amuleto.

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Já os torcedores atleticanos tratam o clube carioca como um rival. Na verdade, uma grande pedra no sapato há mais de 30 anos. As polêmicas derrotas na final do Campeonato Brasileiro de 1980 e no jogo extra da primeira fase da Copa Libertadores de 1981 são lembradas pelos mineiros até hoje e com muita revolta.

Na primeira, atleticanos apontam o árbitro da partida, José de Assis Aragão, como responsável pela derrota. Em 1981, a culpa da eliminação também fica com o homem de preto: José Roberto Wright, que expulsou cinco atleticanos terminando o jogo ainda no primeiro tempo por falta de jogadores. Com isso, o Flamengo foi declarado vencedor da partida e avançou de fase.

Em ambos os casos, o rubro-negro foi campeão após despachar o Atlético.

Ainda nos anos 80, e dessa vez sem polêmicas com a arbitragem, o Flamengo eliminou o Atlético Mineiro na semifinal da interminável Copa União de 1987, em pleno Mineirão, com gol histórico de Renato Gaúcho. Mais uma vez o Flamengo sagrou-se campeão de um torneio eliminando o Galo, que havia despachado o rival carioca nas oitavas de final do torneio no ano anterior.

Para os rubro-negros mais novos, os jogos contra o Galo também trazem boas recordações, mesmo em Minas Gerais. Na Copa do Brasil de 2006, o rubro-negro eliminou o rival com uma goleada de 4 a 1 no jogo de ida, no Maracanã. Na volta, o Fla segurou o 0 a 0 e se classificou para pegar o Ipatinga na semifinal. Ao final do certame, mais um título para o Fla.

Em 2009, um jogo histórico. O campeonato era de pontos corridos mas Atlético e Flamengo fizeram uma partida digna de eliminatória, que fez os mais velhos recordarem dos clássicos do anos 80. Os times apresentavam campanhas opostas, com o Atlético, que cantou de galo boa parte do torneio, em queda livre enquanto o Urubu voava para tentar alcançar os rivais da parte de cima da tabela. No Mineirão lotado, o rubro-negro venceu por 3 a 1, assumiu o terceiro lugar na classificação, jogou o Atlético para a quarta posição e rumou firme ao hexacampeonato.

Dessa vez, o confronto decisivo coloca o Flamengo em busca do inédito bicampeonato da Copa do Brasil, o quarto título do torneio. Notadamente, o atual campeão enfrentará um rival com mais conjunto e qualidade individual e sabe que conseguir um bom resultado no primeiro jogo deverá ser decisivo.

Para tanto, o Fla conta com a força da nação contra um velho freguês que tem por hábito abrir caminho para uma conquista.

A equação para a vitória está formada.



Carioca, bacharel em Direito e bacharelando em Jornalismo pela FACHA. Não escolheu o jornalismo mas foi escolhido por ele. Sonho profissional: casar com a editoria de esporte e ser amante das páginas de política. Resumidamente, um cronista do cotidiano, comentarista do dia-a-dia e palpiteiro da rotina.