Cruzeiro perde fôlego no segundo tempo mas garante a vitória contra o Santos

Cruzeiro

Os 45 primeiros minutos do Cruzeiro no Mineirão nesta quarta-feira (29) fizeram encher os olhos de qualquer apaixonado por futebol. Já os 45 minutos finais deram um sono danado e, certamente, deixaram seu torcedor preocupado.

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Utilizando-se da pressão intensa na saída de bola, a Raposa não deixou o Santos respirar no primeiro tempo. Quando o gol de William saiu aos 10 minutos, pelo menos três chances claras já haviam sido criadas pelo time celeste. Depois dele, a mesma toada foi mantida.

Sem conseguir sair jogando com tranqüilidade, o Santos foi ficando cada vez mais acuado em seu campo de defesa, chegando ao ponto de Robinho, Gabriel e Rildo, os três homens de frente da equipe, terem de ir buscar a bola lá atrás – além de ajudar na marcação. A coisa estava realmente preta para o time da Vila. E extremamente azul para os mineiros.

No entanto, sem traduzir a superioridade em gols, o segundo tempo veio para acabar com a graça da Raposa. Mais postado na defesa e buscando o contra-ataque, o Cruzeiro demonstrou que, se não for para pressionar o adversário e forçá-lo ao erro, o time tem grandes dificuldades em criar qualquer coisa. Foi exatamente isso que o Santos explorou.

Na segunda etapa foi a vez do Santos pressionar o Cruzeiro em seu campo de defesa. Claro, sem a mesma qualidade no passe e velocidade, mas com a mesma intensidade. Acuado e tendo de organizar melhor suas investidas de ataque, a equipe celeste só conseguiu construir uma chance clara quando Rildo se embananou com Cicinho e a bola se ofereceu de bandeja para o contra-ataque.

O lance terminou em gol, mas o tento foi muito mal anulado pelo bandeira, que viu impedimento inexistente de Júlio Baptista, quando o jogador finalizou a gol antes de Ricardo Goulart pegar o rebote e mandar a redonda pro fundo do barbante.

A manutenção do placar mínimo ajudou o Peixe a se tranquilizar, enquanto foi deixando nítida a falta de recursos do Cruzeiro quando precisa pensar mais o jogo e não acelerá-lo, como costuma fazer.

O final da partida reservou momentos de tensão absoluta à torcida que praticamente lotou o Mineirão. Explorando as laterais, principalmente pela esquerda da defesa cruzeirense, o Santos criou duas boas oportunidades, desperdiçadas por Robinho e Alison.

No fim, o resultado acabou ficando de bom tamanho e serviu para aliviar os ânimos. Sem sofrer gol em casa, basta ao Cruzeiro um empate simples semana que vem para carimbar o passaporte ao último destino que resta na Copa do Brasil: a final.

Porém, os acontecimentos de ontem mostram que vai ter de jogar muita bola pra isso. Mais do que já vem jogando.

Foto: Divulgação/Cruzeiro



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