Opinião: “Demissão antecipada” de Mano não é só culpa do treinador

Getty Images

Mario Gobbi confirmou que até fevereiro do ano que vem a comissão técnica do Corinthians não contará com um treinador efetivado. Ou seja, Mano Menezes não permanecerá no clube em 2015.

LEIA MAIS
Torcedores do Corinthians criam cédulas para ironizar Mano Menezes

Há maneiras e maneiras de punir o trabalho de um técnico. Vale a ressalva de que o de Mano foi aquém do esperado, independente de vaga na Libertadores, sobretudo em função de seu alto salário (aproximadamente 600 mil reais por mês), o maior entre os treinadores do futebol brasileiro.

Era para se fazer mais, ao menos umas cócegas no Cruzeiro e em quem está à frente no Brasileiro. Pesa também a queda diante do Atlético no Mineirão pela Copa do Brasil, e se for dada maior atenção ao Campeonato Paulista, a lembrança será a de uma eliminação na primeira fase. Para o elenco à disposição, é pouco.

Mas se a pouco mais de um mês para o fim da temporada a diretoria não está satisfeita, banque o comandante até 8 de dezembro, para assim dispensá-lo. Fazê-lo a esta altura é um misto de indecisão e desespero.

Mario Gobbi e seus companheiros resolveram demitir Mano antecipadamente, algo semelhante com o que foi feito com Tite em 2013, substituído por… Mano Menezes. E ao que tudo indica o treinador da equipe a partir de fevereiro será… Tite.

Tal confusão é só uma mostra de que o Corinthians, exemplo de administração entre 2009 e 2012, voltou a se comportar como a vala comum.



Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e alucinado por futebol.