Flamengo vence o Atlético-MG, mas prega humildade para o jogo da volta

Flamengo

Com 45 mil vozes ecoando no Maracanã, o Flamengo fez valer o fator casa e venceu o Atlético-MG por 2 a 0. Victor Cáceres e Chicão foram os autores dos gols, mas não foram os personagens do jogo. Assim como foi na vitória por 2 a 0 contra o Internacional, Paulo Victor, Gabriel e o trabalho técnico de Luxemburgo foram os fatores mais decisivos da partida.

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Chega a ser repetitivo, mas é digno de repetição. Desde que chegou, Luxemburgo foi sincero com o time ao explicar as deficiências e limitações de seus jogadores. E a sinceridade é o melhor caminho para o sucesso. No futebol e na vida.

No jogo desta quarta-feira (29), Luxa armou um sistema defensivo forte neutralizando as principais jogadas do Galo e anulando Diego Tardelli. O atacante da seleção brasileira não teve marcação individual, mas não conseguiu receber uma bola limpa sem ter um “pitbull” em seu cangote. Tardelli foi sufocado pelos volantes rubro-negros. A filosofia do técnico vermelho e preto é nítida: Destruir primeiro para construir depois. A maior preocupação é não levar gols. Se der, o time se expõe um pouquinho e balança as redes do adversário. Tem sido assim desde a sua chegada.

Essa estratégia do Luxa é a melhor forma de jogar como mandante o primeiro jogo de um mata-mata. Mais importante do que vencer, é não tomar gols. Se o jogo termina em 0 a 0, a responsabilidade muda de lado. O mandante precisa sair para o jogo na segunda partida. O Flamengo foi contra a cartilha do futebol. E funcionou mais uma vez.

Além de jogadores comprometidos com a marcação, temos o melhor goleiro do Brasil atualmente. Paulo Victor acumula excelentes aparições e passa uma tranquilidade essencial para a sua defesa trabalhar em paz. Contra o Galo, Paulo Victor só foi exigido uma vez. E fez mais um milagre dentro da pequena área. O segredo para se tornar um bom goleiro não é fazer 30 defesas em uma partida, mas sobressair nos momentos mais críticos.

Na parte ofensiva, Gabriel teve mais uma noite iluminada no Maracanã. O meia vive em lua de mel com o torcedor rubro-negro. Antes reserva, tornou-se titular indispensável desde a lesão de Alecsandro. O jogador virou um desafogo para o time carioca que dependia das jogadas individuais de Everton para criar oportunidades de gol.

Gabriel sofreu as duas faltas que originaram os gols do Flamengo. No primeiro, ainda cruzou para o gol de Cáceres e no segundo sofreu o pênalti, convertido por Chicão, após uma linda jogada pela ponta esquerda.

Na saída do gramado, todos os jogadores pregaram respeito ao Galo e ao jogo da volta no Mineirão. “Não tem nada resolvido”, foi a frase mais usada pelos comandados de Luxa. Os mineiros já mostraram seu poder de reação na Libertadores de 2013 e na Copa do brasil deste ano ao reverterem um placar adverso contra o Corinthians, nas quartas de final.

Portanto, todo cuidado é pouco para o time carioca. Atlético-MG e Flamengo se enfrentam no Mineirão, às 22h, no próximo dia 5 de novembro.

Foto: Getty Images



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