Grêmio viverá dias de tensão absoluta no Brasileirão; Entenda

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O ditado popular gaúcho diz que “não está morto quem peleja”. O Grêmio, bom gaúcho que é, levou essa máxima tão a sério no Brasileirão de 2014 que passou de um completo desacreditado a algo mais, a desacreditado completo caso não consiga mais esse “algo mais”.

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Depois que dispensou Enderson Moreira e trouxe Felipão, o time engrenou. Do seu jeito, mas engrenou.

Felipão estreou no tricolor com derrota para o maior rival, em agosto. Dali em diante, porém, o time fez 17 jogos e só perdeu três vezes: para Cruzeiro, São Paulo e Palmeiras.

Por outro lado, conseguiu somar 32 pontos, divididos em nove vitórias e cinco empates. Encostou no G-4, ficou ali, meio fora, meio dentro, e agora é um sério candidato a ir para a Libertadores.

Contudo, estamos chegando na reta final e os próximos três jogos do Grêmio podem botar todo este esforço a perder. No final de semana ele pega o Vitória (casa), depois o Inter (casa também) e, por fim, o Criciúma (fora).

Não é uma seqüência difícil, do ponto de vista técnico. Vitória e Criciúma brigam para não cair desde o início do campeonato e dificilmente deixarão essa condição até o fim. Fragilizados pelo receio do descenso, tendem a se tornarem presas fáceis à medida em que não conseguem construir um resultado favorável.

Porém, podem tornar-se uma pedra no sapato se fizerem um golzinho. Times assim, se saem na frente do placar, se fecham tanto na defesa que não passa nem pensamento pela zaga deles. Por mais que sofrer gols não seja muito um costume do Grêmio, fazê-los também não é seu ponto forte.

Já o Inter é o maior rival do tricolor e em clássico não existe favorito, já diria o poeta. Porém, o Inter está cabisbaixo por ter desgarrado demais do líder Cruzeiro e simplesmente não consegue jogar bem quando se sente pressionado.

Inegavelmente o jogo contra o colorado tornará a Arena Grêmio um verdadeiro inferno. Na mesma toada dos compromissos gremistas diante dos rebaixáveis, a tendência é que dê Grêmio, mas pode muito bem não dar. É aí que a rapadura desanda.

Sair com menos que sete pontos desses jogos já pode ser considerado uma tragédia, já que com tanta concorrência pelo G-4, o primeiro que não souber responder bem aos desafios, vai ter de pegar seu banquinho e sair de mansinho.

Agora é tudo ou nada para o Grêmio. E não é modo de dizer.



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...