Jogadores repatriados e o problema de disciplina: Até quando?

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O retorno de jogadores brasileiros consagrados, mesmo que sem muita identificação com algum clube grande, aos campos nacionais sempre é festejada pelas torcidas e até mesmo pela crítica. Muitos desses atletas acabam sofrendo com a adaptação nos mais diversos aspectos, sendo interessante citar aquele que causou grandes problemas ao São Paulo nos últimos anos: A arbitragem.

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Tendo chegado ao Morumbi esse ano, Michel Bastos e Kaká já prejudicaram a equipe em algumas situações com relação a não diferenciarem o tipo de arbitragem brasileira com a europeia (na questão da intensidade de marcação), além de se transformarem em “pessoas diferentes” do que sempre foi visto em suas carreiras, com constantes discussões com a autoridade máxima dentro dos gramados e, no caso de Michel, duas expulsões devido a pontapés absolutamente desnecessários.

Que existe uma influência psicológica com relação a retornar ao seu país e querer montar uma boa imagem em um clube grande por parte do lateral esquerdo/meia e um senso de responsabilidade pelo papel de ídolo por parte de Kaká, isso é evidente. Mas também falta um trabalho de adaptação por parte de comissão técnica e até mesmo dos jogadores em se preocuparem mais com questões desse tipo.

E não é a primeira vez que o São Paulo sofre com questões disciplinares. Em 2011, ainda chegando por empréstimo do Arsenal, o volante Denílson teve três expulsões quase em sequência após a sua chegada. Mesmo considerando sua posição, que exige correr riscos maiores, algo dessa magnitude é inadmissível.

E necessário também olharmos o outro lado da moeda, que não afeta somente a questões disciplinares de jogadores retornando de fora do país, mas até mesmo na qualidade técnica dos campeonatos: Profissionalização. É fundamental bater nessa tecla, com legalização da profissão, leis trabalhistas, piso salarial, formação superior em cursos especializados em arbitragem…

É difícil dosar e opinar sobre qual dos lados pode ter a maior parcela de culpa. O que se pode dizer é que, com uma vontade maior de jogadores, árbitros e até mesmo clubes e cartolas, a situação não só pode, como vai melhorar.

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Jornalista formado em 2012 pela FIAM e que tem paixão por esportes, destacando-se Futebol, MMA, Basquete e Automobilismo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports.