Felipe Massa iniciou as demissões da Ferrari, mas acabou se dando bem

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Felipe Massa ficou exatos sete anos na Ferrari, de 2006 até 2013. O piloto conseguiu o seu melhor resultado em 2008, quando chegou a comemorar o título no GP Brasil em uma disputa histórica. Massa venceu a corrida e era campeão mundial, porém, na última curva Lewis Hamilton ultrapassou o alemão Timo Glock e acabou o campeonato um ponto na frente do brasileiro.

Desde então, Massa não conseguiu repetir o ano brilhante de 2008 ainda sofreu um acidente em 2009 ao ser acertado por uma mola do carro de Rubens Barrichello. Massa retornou às pistas no mesmo ano, mas sem todo apetite e velocidade que se via antes.

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Eis que em 2010 surgiu um novo problema para Massa com a aposta da Ferrari em Fernando Alonso, então o bicampeão mais jovem da F-1. Alonso chegou com status de ídolo e logo tomou o posto de primeiro piloto da equipe. O espanhol ‘ganhou’ os melhores equipamentos, direito de testar, treinar e desenvolver seu trabalho com maior tranquilidade do que Felipe.

Foi assim por três temporadas, Alonso arrasou Massa. O espanhol conseguiu brigar pelo título nas três temporadas, porém não levou o ‘Tri’, que ficou com o alemão Sebastian Vettel.

Em 2013, Massa anunciou que iria correr pela Williams, realizando um sonho de criança. “A Williams é uma das mais bem-sucedidas e importantes equipes da história da Fórmula 1. Quando eu era criança, sonhava em correr pela Williams, Ferrari ou McLaren”, expressou Massa por meio de seu site oficial.

Após quase um ano completo na nova equipe podemos fazer algumas análises sobre quem ‘ganhou’ com a saída de Massa da Ferrari.

A Ferrari teve um péssimo ano de 2014 e tem Fernando Alonso como seu melhor piloto, apenas na sexta colocação do campeonato. Kimi Raikkonen é apenas o décimo primeiro. Diferente dos anos anteriores, nem Alonso conseguiu brigar pelo título mundial, com uma incrível diferença de 150 pontos do líder do campeonato Lewis Hamilton.

A crise fez a Ferrari ainda perder Stefano Dominicali, diretor da equipe por 23 anos. O italiano não aguentou o péssimo início de temporada e pediu demissão em abril. Outro que não suportou a pressão e acabou se auto demitindo foi Luca di Montezemolo, também presidente da Ferrari por 23 anos.

Não parando por aí, outro que não continuará será Fernando Alonso. O piloto ainda não definiu em qual equipe correrá ano que vem, mas já anunciou seu desligamento da Ferrari.

Já a Williams que teve um péssimo 2013, ressurgiu com as novas mudanças da F-1 para 2014, tem Valtteri Bottas como o quarto colocado do Mundial de Pilotos e Massa é o nono.

Massa está mais à vontade, alegre e confiante mesmo muito atrás de seu companheiro no Mundial. Ele demonstra corrida a corrida a sua vontade e sua garra no acerto do carro por melhores colocações. Importante destacar que no começo do ano Massa sofreu com inúmeros casos de ‘azar’ na largada, sempre deixando a corrida na primeira curva pelos acidentes causados, por outros pilotos.

24 pontos, esta é a pontuação que Massa está na frente de Kimi Raikkonen, seu substituto na Ferrari e a diferença nos construtores é de 30 pontos à favor da Williams.

Outro fato que demonstra que Felipe se deu melhor na saída da Ferrari foi que neste ano em seu único pódio que conseguiu até aqui pela Williams, na Itália. O brasileiro foi ovacionado pela torcida ‘Ferrarista’, o fato acabou o emocionando: “Foi um dia muito especial. O primeiro pódio [pela Williams] aqui na Itália, diante dessa torcida, realmente é incrível. Estou realmente muito, muito feliz por mim, pela minha equipe. Eu passei a maior parte da minha carreira aqui na Itália antes de ir para F-1. Subir ao pódio hoje foi especial. Essa torcida é incrível e guardo no meu coração. Eu não visto mais vermelho, mas esse fim de semana tem sido muito legal, o apoio dos torcedores, foi incrível”, afirmou Massa.

O brasileiro não imaginava, mas sua saída da Ferrari acabou sendo acertadíssima, pois ele ‘pulou do barco’ antes de começar uma crise terrível, que derrubou homens que estavam no poder por mais de 20 anos, o que transforma as próximas temporadas da Ferrari uma incógnita na F-1 e agora tem tranquilidade para desenvolver seu trabalho em uma das equipes mais tradicionais.



Jornalista em formação. Fanático por esportes, principalmente futebol. Vivo em busca de desafios e oportunidades que a vida me proporciona.