Veja as melhores histórias dos bastidores contadas por ex-boleiros

Os ex-jogadores de futebol que jogaram na década de 90 e 2000, época em que não havia a tecnologia que existe atualmente, sempre davam um jeito de se distrair na concentração antes das partidas. Às vezes, eles se metiam em situações engraçadas que são assunto até hoje em programas esportivos. Marcos, Vampeta, Paulo Nunes, Amaral são alguns que sempre contam histórias que rendem inúmeras risadas.

LEIA MAIS
Toma la da cá: Veja dribles humilhantes que os craques já levaram
Confira os salários dos técnicos dos 12 clubes de maior faturamento do Brasil

Para recordar, nós do Torcedores.com iremos mostrar para vocês, algumas dentre tantas boas histórias, que fazem os ex-boleiros serem mais queridos, até hoje, pelos fãs de esporte.

Marcos

“Teve uma vez que eu passei na Marginal Pinheiros e fui parado em uma blitz. E eu estava com um Opala, que, sem preconceito, é carro de bandido (risos). Aí abaixei o vidro e o guarda falou: ‘P… Marcão, a coisa tá feia mesmo no Palmeiras hein? Você de Opalão’. “Aí mais pra frente o carro morreu, falei pra minha mulher:’ Desce aí e empurra’. Aí ela: ‘Não empurra você!”, falei: Está louca, sou campeão do mundo (Copa), já pensou se me veem empurrando o carro na Marginal?”.

“Na véspera da final da Copa do Mundo eu fiz uma oração, porque estava preocupado em errar e ficar conhecido como o goleiro da Copa de 50. Então rezei e prometi para Deus que se eu não errasse e o Brasil fosse campeão, eu doaria 50% da premiação para instituição de caridade. Cheguei no hotel, fui dormir e a consciência pesou. Então voltei lá de manhã e falei: ‘Deus 50% é muito, mas 5% é garantido”.

“Uma vez eu estava com o cunhado do Sérgio (irmão dele) na janela, apartamento de dois andares. Ai estávamos conversando e estava chovendo. De repente, passou uns caras empurrando um Monza. Falei: Pô, coitado dos caras né?! Vamos lá ajudar. Descemos lá, empurramos e o carro pegou. Eles agradeceram e saíram fora. Quando estamos voltando vem um cara perguntando: ‘Vocês não viram um Monza aí não? Acabaram de me roubar…’. Aí eu falei: “Rapaz, eu não vi, acabei de passar aqui”.

Vampeta

“Na Copa de 2002, o Rodrigo Paiva (ex-assessor) colocou umas imagens das ruas aqui no Brasil, todo mundo torcendo. Ai o Felipão pegou e falou: “Olha quero falar uma coisa que a imprensa está especulando. É que o Ronaldo tem 5 gols e o Rivaldo tem 6, e que ninguém vai passar a bola para o outro, é verdade?’ Aí o Rivaldo: “É mentira, professor! coisa da imprensa”. E você, Ronaldo? “To com o Rivaldo, é coisa da mídia”. Beleza, Felipão saiu e deixou os jogadores conversarem entre si. Aí perguntaram: “Alguém quer falar algo?”. Aí o Rivaldo: “Eu quero, quero falar que não vou tocar a bola p… nenhuma. O Garrincha tocou a bola a vida toda pro Pelé e hoje está aí, ninguém fala dele”. Aí quebrou o clima e todo mundo deu risada”.

“Teve aquele episódio com o Ronaldo, dos travestis. Aí dias depois ele me liga e me convida pra ir em um restaurante jantar. Peguei e fui, só que já tinha tomado umas quatro caipirinhas. Cheguei lá, ele estava rodeado de mulher. Cheguei no Fenômeno e falei: “Olha Ronaldo, me fala quem é as mulheres e os travestis que eu quero ficar do lado das mulheres”.

Amaral

“O Palmeiras foi jogar lá em Recife, e eu estava no ônibus, abri a cortina e vi um lugar iluminado cheio de gente, falei: É lá mesmo, depois do jogo. Depois o jogo acabou, a gente tinha ganhado, aí os caras: E aí Amaral, vamos para onde? Ah vamos para o forró né, tem um forró ali na esquina, acho que é FORRÓ DO GERSON. Aí chamamos quatro táxis. Aí perguntei: Quanto custa pra chegar até a ponta da praia. Aí o taxista falou que era R$ 50. Só que o taxista falou que não existia esse forró do Gerson. Falei tem sim, toca o barco aí. Chegando lá vi um monte de carro, fiquei feliz, era ali mesmo. Chegamos lá me ferrei, era FORRO E GESSO. Aí tive que pagar os quatro táxis”.

“Em uma partida do Brasil na África do Sul, um repórter me perguntou o que eu achava do Apartheid que tava tendo lá no país. Respondi que se era um jogador perigoso, eu iria fazer uma marcação individual nele”.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.