Opinião: Empate com o Botafogo pode ter feito o Sport “ressuscitar” mais um

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O jogo deste domingo significava um momento decisivo no Campeonato Brasileiro tanto para Sport quanto para o Botafogo. O placar de 1 a 1 ao final dos 90 minutos não satisfez e nem provocou uma mudança de panorama na “fama” das duas equipes.

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A fama da equipe rubro-negra, apesar da posição da tabela, é a de “ressuscitar” os que estão em posição desfavorável na tabela. Flamengo, Vitória, a lista é grande: todo aquele que passava por uma má fase no campeonato se levantava ao enfrentar o clube pernambucano.

Alguns não acreditam nisso, outros acham que é um tabu que precisa ser quebrado. O fato é que a equipe recifense não venceu mais uma vez, e desta vez contra o Botafogo, que havia acabado de ser eliminado da Copa do Brasil numa derrota vergonhosa para o Santos por 5 a 0.

Tá certo que o jogo foi fora de casa, mas se ao menos o time leonino estivesse vencendo seus jogos em casa, o empate de ontem não seria tão negativo quanto pareceu ser. Mais um ponto, mas para um time que tinha sonhava alto e investiu muito para isso, um empate fora de casa parece ser pouco.

A 12ª posição para o Sport o deixa a 7 pontos da zona de rebaixamento e a 13 do G4, o grupo dos classificados para a Libertadores da América. Ou seja, o clube leonino precisar acordar, assim como acorda os “defuntos” do Brasileirão, pois já está perto demais da zona de perigo.

Com 7 pontos de diferença, não é possível cravar que o clube vá galgar mais posições ou se manter onde está. Dependerá do seguimento da competição, e da mudança de postura. Dos últimos 5 jogos, contando com este do Botafogo, o clube perdeu três e empatou dois, conquistando apenas 2 pontos em um total de 15.

A confiança em Eduardo Batista para guiar o clube nos próximos anos será crucial para elevar o clube a um outro patamar, e finalmente consolidar a importância de um projeto em um clube de futebol.

Apontar culpados não será a saída, muito menos a demissão do técnico. O que existe na Ilha do Retiro é um planejamento, e dos grandes. Apesar do investimento alto, dos patrocínios, e da elevação da marca do clube, 2014 é um ano de afirmação na Série A para o clube rubro-negro, que apesar de ressuscitar alguns times já dados como “mortos” na competição (como se fosse uma corrida pela vida), quem segue vivíssimo é o Sport, que ainda pode lutar pela primeira metade da tabela.

A confiança em Eduardo Batista para guiar o clube nos próximos anos será crucial para elevar o clube a um outro patamar, e finalmente consolidar a importância de um projeto em um clube de futebol.



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.