Opinião: O Sport precisa de um artilheiro “matador”

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Na quarta-feira de futebol, uma frase de um jogador em especial no intervalo me chamou atenção, no jogo entre Sport e Goiás. Diego Souza, improvisado como atacante, falou que “as chances perdidas deixavam o jogo perigoso”. Ao fim dos 90 minutos, o gol de Esquerdinha no fim atestou a afirmação de Diego.

As chances incríveis perdidas pelo time rubro-negro custaram muito caro, e fizeram acender o sinal de alerta no sistema ofensivo leonino. Eduardo Batista tenta tirar leite de pedra, e nessa tentativa, acaba errando algumas vezes, como no jogo de ontem, em que tirou Felipe Azevedo, melhor jogador da equipe na partida.

O técnico tem em mãos muitos meias, que eram uma carência no plantel, mas atacante que coloca a bola nas redes, quase nenhum. Neto Baiano desde que começou o Campeonato Brasileiro não disse ainda para que veio, e só ficou até agora nos discursos. Azevedo, que deveria ser um fazedor de gols, está se saindo melhor dando assistências.

Claro que há times sim que conseguem jogar e muito bem sem um centroavante fixo, mas isso acontece quando os meias conseguem marcar gols, serem letais, conseguir uma grande movimentação junto com o “falso 9”. Não são muitos que conseguem fazer isso, e no caso do Sport, o sistema tático da equipe exige uma referência na área. As subidas de Patric e Renê não dão resultados, pois as bolas alçadas na área encontram jogadores que não costumam ser tão letais. Diego Souza consegue armar muito bem o jogo, mas como centroavante não consegue corresponder seu futebol.

Já os pontas, como Érico Júnior e Azevedo, precisam de espaço, que pode ser criado com uma tabela com o atacante, por exemplo. O esquema atual pede uma referência, e ela não está presente no elenco rubro-negro. Seria necessário um esforço da diretoria, não muito, apenas o suficiente para conseguir um jogador que seja bastante funcional para o técnico. Para voltar aos bons tempos de Leonardo, artilheiro do Sport nas décadas de 90 e 2000, o “Leão da Ilha” precisa que os meias tenham para quem passar a bola, e que as finalizações sejam mais certeiras.

Numa falta de um camisa “9” no futebol brasileiro, o Sport talvez seja o maior expoente da necessidade de um bom e velho centroavante trombador que tenha um chute certeiro para vencer as defesas adversárias. Pode ser uma ajuda imediata, mas que tranquilizaria o torcedor rubro-negro em 2014.

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Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.