Por onde anda Caio, campeão da Libertadores e Mundial de 1983 pelo Grêmio?

Natural do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Tavares Franco, mais conhecido como Caio, iniciou a carreira no Botafogo, mas foi no Grêmio onde o atacante viveu o melhor momento da carreira. Participou da inédita conquista da equipe na Copa Libertadores de 1983. Foi decisivo na grande final contra o Peñarol ao marcar um dos gols da vitória.

Rafael Alaby
Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

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Nos meses seguintes teve papel importante no título do Mundial de Clubes. Caio deu assistência para Renato Gaúcho marcar o gol gremista contra o alemão Hamburgo. De 1983 a 1985 no Tricolor Gaúcho fez 48 gols, estando entre os 20 maiores artilheiros da história do clube. O atacante também teve passagens destacadas por Moto Clube-MA e Portuguesa-SP.

Aposentado dos gramados desde 1989, Caio chegou a abrir cinco farmácias, mas os negócios naufragaram. Hoje, com 59 anos de idade, é taxista em São Luís, no Maranhão, e sofre de um problema de circulação na perna esquerda que pode levar a amputação caso não seja feita uma cirurgia. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-gremista disse que os R$ 1500 mensais de salário que ganha para fazer as corridas não são suficientes para a realização do procedimento (aproximadamente R$ 15 mil mensais).

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“A necessidade me fez virar taxista. Eu precisava ganhar dinheiro pra viver. Só que tudo que eu ganho eu gasto. Se aparecer outra coisa que me faça ganhar mais, R$ 6 mil, por exemplo, eu vou. A necessidade me fez virar motorista de taxi. Mas adoro a profissão e fui bem acolhido”, afirmou.

Companheiro de Caio nos tempos de Grêmio, o ex-ponta-direita Renato Gaúcho se colocou à disposição para resolver o problema.

“Já tinha tentado uma vez contato, mas ele recusa, é teimoso e muito vaidoso nesse sentido (de aceitar ajuda). Já tentei ajudar o Caio e tenho um carinho muito grande por ele. Vou procurá-lo”, disse à reportagem do site UOL.