Unimed reduz patrocínio e desmanche no Fluminense é inevitável

O tempo das vacas gordas está chegando ao fim nas Laranjeiras. Após mais de uma década e meia investindo valores exorbitantes no Tricolor Carioca, a Unimed reduzirá o valor do patrocínio ao Fluminense, o que torna o desmanche do elenco inevitável.

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Desde que Peter Siemsen assumiu o comando do clube, a relação com a patrocinadora não foi nada boa. Pertencente a um grupo político contrário ao grande poder que Celso Barros possuía nos bastidores do Flu, Peter tentou retomar as ações do Fluminense, sobretudo no que tange às negociações, e entrou em rota de colisão com Barros.

Entre idas e vindas foram muitos os confrontos diretos entre o presidente do clube e o presidente da patrocinadora, tanto que, em dados momentos, houve grande risco de o acordo entre o Fluminense e a Unimed ser rompido. Contudo, sabe-se que a parceria é interessante para os dois lados e que não seria por um racha pessoal que tal negócio iria pelo ralo.

Entretanto, o fato é que o Fluminense não deu o retorno sonhado pela Unimed. Embora três títulos nacionais tenham sido conquistados neste interstício, a tão desejada Libertadores da América não veio o que, somada as constantes oscilações e lutas contra o rebaixamento, colocaram em xeque o modelo adotado. Houve temporada em que a patrocinadora injetou mais de R$ 70 milhões no financiamento do time, sem que, consequentemente, visse seu dinheiro dar retorno.

Assim, as duas partes chegaram a um acordo e, ao contrário do que se viu nos anos anteriores, em 2015 a Unimed terá um teto de R$ 32 milhões para investir no Fluminense. Com essa redução, a manutenção de alguns medalhões se torna ainda mais difícil e pelo que se fala nos bastidores das Laranjeiras apenas Diego Cavalieri e Gum, dos que têm contrata até o final do ano, devem continuar no time.

Foto: Getty Images