A magia de Luan no Atlético-MG

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Luan chegou no Atlético-MG no início de 2013, vindo da Ponte Preta. Isso, todos sabem. O que quase ninguém sabe é que o apelido do jogador é “Doidinho” e surgiu quando era criança e já apresentava esse jeito elétrico de jogar, que conquistou a Massa.

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Antes mesmo de vestir a camisa do Galo, Luan já se arrepiava com a força da torcida e se encantava com o time que ele mesmo acabou fazendo parte. Em 2012, quando esteve com seu ex-time no Horto, para um jogo válido pelo Brasileirão, o atleta conta que se empolgou tanto com a energia vinda das arquibancadas que passou a entoar os cânticos da torcida no banco de reservas.

Parecia então que já era coisa do destino Luan pisar na Cidade do Galo e se transformar no talismã atleticano. Desde o início, o jeito elétrico do atacante foi decisivo para o time, principalmente na Libertadores, quando entrava durante os jogos e botava fogo no gramado.

O jogo contra os mexicanos do Tijuana, nas quartas-de-final, foi o ponto de partida nisso tudo, quando entrou com o time perdendo por 2 a 0 e saiu com o empate em 2 a 2, sendo o gol de empate marcado por ele.

Dali para a frente, nas fases seguintes do torneio, até chegar ao título, Luan sempre teve esse papel, que é uma mistura de sorte, com misticismo e, acima de tudo, uma relação de respeito e admiração recíproca.

Até mesmo no Mundial de Clubes, quando a equipe, já cabisbaixa, disputava um amargo terceiro lugar contra os chineses do Guanghzou, Luan tratou de entrar no jogo e virar o placar, fazendo com que o time saísse, pelo menos, de cabeça erguida do campeonato.

Titularidade e consolidação

Em 2014, apesar de um pouco demorada, veio a consolidação de Luan como alguém que pudesse não somente servir como um combustível extra, mas ser, ele mesmo, o combustível principal do Atlético-MG.

Depois de uma semi-reformulação com a saída repentina de Ronaldinho, no segundo semestre do ano, e a virada heróica que a equipe conseguiu contra o Lanús, na Recopa Sul-Americana, Luan virou, assim como Diego Tardelli, uma referência.

Parte do esquema matador que Levir Culpi esculpiu para o time, com quatro homens de frente rápidos e que trocam de posição o tempo todo, se deve à presença do “Doidinho”, que vem demonstrando uma evolução monstruosa de seu futebol, corroborada com as atuações primorosas e gols fatais que marcou diante de Corinthians e Flamengo, nas quartas e semifinais da Copa do Brasil, respectivamente.

Contra os cariocas, em especial, além do gol da classificação, Luan ajudou a marcar, tirando até bolas embaixo das traves, construiu a jogada que terminou no gol de Maicosuel, confundiu a marcação rubro-negra no lance do primeiro tento e apresentou toda a sorte de dribles e jogadas, para ninguém botar defeito.

Se tudo o que fez até aqui ainda não o fez entrar pra história do Galo, é questão de tempo. No coração do clube, porém, parece que já estava desde sempre.



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...