Opinião: Mudanças feitas pela FIVB são atentado a qualquer democracia

FIBV
Reprodução/Facebook

As mudanças anunciadas no 34º Congresso da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), são totalmente descabidas e desnecessárias. E principalmente vão contra todos os princípios democráticos que qualquer pessoas pode ter.

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Entre as novas regras divulgadas pela entidade estão: todo o toque na rede será considerado uma infração. O número de atletas relacionados por jogo aumentou de 12 para 14, além do aumento da distância para as placas de publicidade em quadra, que passaram de 5m para 6,5m. O tempo técnico deverá ser de apenas um em grandes competições como o Mundial.

Mas nenhuma dessas mudanças se compara a aprovação de 12 anos de mandato para o presidente da entidade, com possibilidade de reeleição. Essa atitude é antidemocrática e ridícula. Deixar uma pessoa por tanto tempo no poder uma modalidade é um atestado de estupidez desses dirigentes.

Outra coisa a ser relatada é que em nenhum momento foram ouvidos os atletas da modalidade. É muito fácil decidir na caneta, aquilo que você nunca irá fazer, e jogar decisões tão importantes em cima dos atletas. Nesse caso, quem faz o espetáculo é deixado de lado para cumprir ordens de quem apenas ganha o dinheiro.

Por mais que a maioria delegações se manifestaram a favor das mudanças, não tem como deixar de lado os jogadores. Nesse caso, a FIVB errou e feio na escolha desses critérios muito questionáveis. Agora é ver o que vai acontecer, mas o vôlei mais uma vez saiu perdendo nessa disputa.

Por meio de uma nota oficial, o presidente da FIVB, Ary Graça Filho, se manifestou sobre o assunto:

Em relação à nota “Mudanças feitas pela FIVB são atentado a qualquer democracia”, o presidente da entidade, Ary Graça Filho, esclarece que seu mandato vai até 2016, quando ocorrerá eleição para escolha do novo presidente – da qual ele poderá ou não participar -, que poderá ser disputada por outros candidatos de acordo com as regras da Federação.

O novo tempo de mandato na Federação segue as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), que estipula o limite máximo de 12 anos no cargo, com um primeiro mandato de oito anos e uma possível reeleição por mais quatro.

A FIVB segue rigorosamente os regulamentos previstos na Constituição da entidade, garantindo a isenção democrática em suas decisões.