Opinião: Sport sofreu, mas a torcida acordou o time

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Parecia mais um replay. O filme do jogo contra o Goiás parecia passar na minha cabeça. O Sport pressionava, apertava a equipe do Figueirense, que dependia apenas de uma bola para poder acabar com a festa dos 28 mil espectadores na tarde do domingo. Mas o final desse filme foi diferente.

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Primeiro, durante a semana, a diretoria rubro-negra convocou a torcida para a partida, para o levante da equipe, e colocou os ingressos a 10 reais, – 5 para estudantes. A procura foi grande, e no domingo, se viu o resultado de tal convocação. A torcida compareceu em peso, lotou a “Bombonilha”, e fez uma grande festa para a passagem da esquadra leonina.

Seria diferente? Seria uma goleada? Muito longe disso. Os dez primeiros minutos de jogo, que em outros tempos era de uma pressão avassaladora, começaram mornos, em uma marcha não tão rápida assim. O Figueirense esperava que o Sport se abrisse, que a pressão viesse, e que nos contra-ataques, puxados por Mazola, um gol viria a calar a torcida, e significaria o levante do time catarinense, que buscava afastar qualquer chance de rebaixamento.

A bola rodava, rodava, rodava, ia de um lado para o outro da entrada da grande área, mas sem sucesso. Em um jogo baseado nas laterais e em bolas alçadas na área, a falta de um centroavante brigador era muito mais sentida. O sistema defensivo estava consistente com a volta de Ewerton Páscoa, que junto com Durval, formou uma parede quase impenetrável. Mas de que adiantaria? Um empate sem gols seria muito pouco comparado à expectativa.

Uma derrota seria praticamente impensável. A quem se prometeu muito, sair com apenas um pontinho ou sem nada seria o prenúncio do caos, e a situação seria bem diferente para Eduardo Batista.

No segundo tempo, Eduardo atentou para as falhas, soube mexer bem, e colocou o centroavante formado na base, Joeliton (Mas… Um garoto?). Diego Souza nunca foi um atacante, mas como meia, sabe conduzir bem o jogo, e municiar seu atacantes.

Agora ele tinha dois para poder auxiliar, com o menino da base e o tão criticado Felipe Azevedo no comando do ataque. Patric ia bem, mas a bola não chegava ao gol. Até que aos 17 minutos do segundo tempo, o jogo mudou. A torcida, após bons lances no ataque, começou a empurrar o time como nos velhos tempos, e tanta cantoria culminou no lance da partida.

Após passe do garoto Joeliton, Ibson foi derrubado na área. Pênalti. Diego Souza foi para a cobrança, e com ele, 28 mil rubro-negros esperançosos, querendo que a sequência de oito jogos sem perder fosse quebrada. Correu, bateu… trave! Mas ele parou: a bola com certeza tinha batido dentro. Após esperar a definição do auxiliar, o gol foi dado. Ufa! E que sofrimento, até o apito final, que aliviou os corações da torcida leonina.

Sport 1 x 0 Figueirense. Apenas uma de muitas batalhas nessa reta final. A torcida empurrou o time, que jogou na metade de um tempo, o que deveria ter feito em todo o campeonato. Resta tapar os buracos, e esperar que o ano de 2015 seja um ano melhor para o Sport no Brasileirão, porque em 2014, resta ao clube rubro-negro se segurar.



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.