São Paulo sofre com várias oscilações em 2014; entenda

São Paulo

Durante todo o ano de 2014, assistir a uma partida do São Paulo, seja em qual competição for, irá te conduzir a um programa de roleta: Ou você tira a sorte grande e acompanha uma atuação primorosa tática e tecnicamente (como duelos diante de Santos, Cruzeiro, Internacional etc) ou terá uma jogada de azar e verá erros primários, que custam pontos preciosos (Corinthians, Chapecoense nos dois turnos) ou até mesmo eliminações precoces (Bragantino, na Copa do Brasil, e Penapolense, no Paulistão).

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As partidas diante do Emelec (Equador), na Copa Sul-Americana, foram um retrato nítido do que afeta a equipe dentro de um mesmo jogo: Lampejos de genialidade e momentos de falhas bisonhas. Como isso é possível? Por vários fatores.

Inicialmente, é importante frisar algo que já disse aqui: O elenco possui muitas posições de grande carência, algo que sobrecarrega jogadores que desempenham mais de uma função. Mais usados, as chances de cansarem com um tempo menor nos jogos, por maior que seja a preparação, é inevitável.

Outro ponto a ser citado são mexidas “pouco acertadas” que o técnico Muricy Ramalho tem feito em determinadas partidas. Não falo isso como entendedor máximo do esporte bretão ou achar que ele não conhece do riscado, mas isso não o exime de ter uma parcela de culpa.

Tirar atletas chave de meio-campo em seu esquema de jogo (Maicon e Denílson) ou insistir em atuar com a dupla Alan Kardec e Luis Fabiano, prejudicam a mobilidade do time, facilitando com que o adversário leia o jogo com mais facilidade e, por conseguinte, neutralize as armas tricolores.

Outro fator interessante a se notar é com relação ao investimento feito no ano pelo clube do Morumbi. Reforços de alto calibre como Michel Bastos, Alan Kardec, Alexandre Pato, Kaká… jogadores que chegaram a peso de ouro e com a missão de liderarem a equipe, pelo menos, a uma conquista de taça esse ano. É assim que pensa não só a torcida, mas com certeza também o presidente Carlos Miguel Aidar.

Por fim, parece mais um grito em meio a tantos outros sobre o calendário mal-formulado. Porém, a sequência de quatro jogos em 11 dias extrapolou qualquer nível de racionalidade.

Com certeza já vimos bizarrices piores em relação a datas, mas esse tipo de cronograma, com o adendo de viagens longas e cheias de escalas, destroem o condicionamento seja físico ou mental de qualquer elenco e favorecem uma oscilação.

Até o momento, as “claudicadas” da equipe não tiraram totalmente as chances de dois títulos na temporada, mesmo que pequenas em se tratando de Brasileirão. A parte técnica e, por muitas vezes, uma garra fora do comum vem compensando esses momentos. Vejamos se isso será o suficiente até Dezembro.

 



Jornalista formado em 2012 pela FIAM e que tem paixão por esportes, destacando-se Futebol, MMA, Basquete e Automobilismo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports.