Feijão destaca papel da torcida no Ibirapuera: “Não teria vencido sem eles”

Semifinalista no Brasil Open, João Souza o Feijão, enalteceu o papel dos torcedores em suas duas partidas no torneio, disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. No sábado, Feijão encara o italiano Luca Vanni, às 13h, na quadra central, em busca de uma vaga na final do ATP 250.

Érison Martins
Nasceu jornalista, mas só percebeu que queria fazer isso da vida quando, aos 11 anos, pediu de presente de aniversário uma assinatura da revista Placar. É doador de sangue compulsivo e jogador de futebol frustrado.

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“Não sei se eu teria saído com essas duas vitorias se não fosse a torcida. Eles estão sendo o segundo jogador ao meu lado na quadra, uma peça muito importante. Espero q possam contribuir cada vez mais”, disse Feijão, após a vitória contra o argentino Leonardo Mayer.

Sobre um possível favoritismo diante de Vanni, o brasileiro desconversa e diz que a partir de agora é um novo torneio.

“Não entro como favorito. Os quatro que chegaram às semifinais estão num ritmo bom e adaptados à quadra. Todos têm plenas condições de vencer. O Vanni tem conseguido boas vitorias desde o ano passado”, analisou. “Ele está jogando um belo tênis, e provou isso hoje. Tenho que me preocupar com as minhas coisas, tentar impor o meu jogo e não deixar que ele seja um franco atirador”, explicou Feijão.

Na entrevista coletiva, o paulista de Mogi das Cruzes explicou por que preferiu disputar as quartas-de-final de duplas 20 minutos depois de sair de quadra no torneio de simples.

“Preferi ir direto e entrar ainda quente do que esperar a adrenalina baixar. É claro que eu senti o cansaço, mas já estou acostumado. Quem entra no torneio de duplas sabe que isso pode acontecer”.

Sobre a escolha da rap “Nego Drama” para entrar em quadra, o tenista número 110 no ranking da ATP disse ser fã de Racionais MC’s e apostou na batida do rap para animar a torcida.

“Gosto muito de Racionais MC’s desde pequeno. E essa letra conta um pouco do que foi a minha história e me dá motivação extra. Eu uso a música para me aproximar mais da galera, porque sei que tem muita gente aqui em São Paulo que gosta e se identifica com esse som”.

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