F1 completa 21 anos sem mortes de pilotos; relembre acidentes trágicos

A F1 completa nesta sexta-feira (1º) uma marca positiva. Já são 21 anos sem mortes de pilotos em acidentes durante corridas da categoria. A última foi justamente a que mais chocou nos últimos acidentes fatais. Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial, ídolo do Brasil e várias pessoas no mundo inteiro, foi o último piloto a perder a vida dentro de um carro de Fórmula 1 numa corrida. O acidente aconteceu no circuito de Ímola, no GP de San Marino.

Allan Simon
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalha com esportes desde 2011 e já passou por veículos como R7 (Rede Record), Abril.com, UOL Esporte e Torcedores nas funções de redator, repórter, editor e apresentador de vídeos. Experiências de coberturas em duas Copas, duas Olimpíadas, dois Pans. Atualmente, produz o Blog do Allan Simon, é colunista de Mídia Esportiva do Torcedores e colaborador do UOL.

Foto: 1 MAY 1994: AYRTON SENNA OF BRAZIL RACES HIS WILLIAMS RENAULT DURING THE SAN MARINO GRAND PRIX, IMOLA. UNFORTUNATELY FOR SENNA THIS TURNED OUT TO BE HIS LAST RACE AS HE CRASHED ON LAP 5. THE ACCIDENT TURNED OUT TO BE FATAL AS SENNA WAS DECLARED DEAD FOUR HOURS AFTER THE RACE.

Aquele acidente marcava um fim de semana macabro, horroroso, que já havia sido bombardeado pela morte do austríaco Roland Ratzenberger no treino classificatório do sábado.

Na sexta-feira, 29 de abril, o brasileiro Rubens Barrichello, então um jovem em sua segunda temporada na categoria, correndo de Jordan, bateu com um muita força na saída de uma curva e foi levado ao hospital, causando preocupação. Ele ficou bem e recebeu alta, mas viu dois colegas, um deles seu ídolo e inspiração, perderem a vida.

Desde então, a segurança passou a ser palavra de ordem na Fórmula 1. Nada ficou perfeito, o que é comprovado pelas mortes de fiscais de prova ao longo dessas duas décadas. No ano passado, a categoria quase viu sua marca virar pó quando o francês Jules Bianchi, da Marussia, entrou com seu carro embaixo de um guindaste a mais de 200 km/h. Desde então, o jovem piloto está inconsciente e poucas informações sobre seu estado de saúde são divulgadas.

Mas o fato é que o caos que a Fórmula 1 viveu em 1994 levou a uma série de alterações nos carros, nas pistas e nos regulamentos que levaram a esse cenário atual de 21 anos sem mortes. A F1 do passado não podia sequer imaginar um dado como esse. As mortes eram comuns e os pilotos conviviam com a ideia de que poderiam perder colegas ou a própria vida no momento em que se sentavam no cockpit de um carro para a largada de um GP.

O Torcedores.com lembra hoje quem foram alguns desses pilotos que acabaram dando a vida em nome do sonho de correr e de vencer. Pilotos que deixaram saudades nos fãs de automobilismo, que ficaram na história como mártires de uma categoria que só pensava no dinheiro, em acordos comerciais e só procurava minimizar as falhas de segurança diante de uma mobilização muito grande causada por essas mesmas mortes.

Esse especial conta com a participação dos colaboradores Murilo Camano, Leonardo Marson, Matheus Adami, Bia Garrido, Cleyton Santos, Matheus Martins Fontes, e Guilherme Almeida, e tem a coordenação de Allan Simon. Confira no índice abaixo o nosso material:

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