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Opinião: Blatter cai. Bons tempos em que a Copa de 1950 era nossa maior decepção

Há decepções e decepções com o esporte. É óbvio que você não quer perder a final da Copa num Maracanã lotado nem muito menos deixar de confirmar uma boa campanha com um título no fim do campeonato. Mas esse é o tipo de decepção normal do esporte: se existe competição, alguém precisa perder pra que o outro ganhe.

Adriano Schneider
Futebol e corneta sem esculhambar paixões.

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Levar uma goleada faz parte, a bola pegar na canela do lateral confuso e ir contra o próprio gol também. O normal não é chafurdar a lama. O barro, a terra misturada com água, a várzea deveria ficar tão somente na beleza dos campos menos cuidados ao redor do mundo. As roubadas deveriam ser só de bola, os ataques deveriam ser mortais ao adversário dentro do jogo e nunca no moral e no imaginário do torcedor. Nossas crianças têm aprendido bastante com os grandes craques que desfilam suas chuteiras reluzentes por aí mas também escutam sobre muita gente ruim comandando e dirigindo o futebol mundial.

Falcatrua é coisa de covarde, seja onde for. Quem precisa se esconder por debaixo de uma mutretinha ou de uma negociata pra que o grande público não veja o que está acontecendo em função de alguma ilegalidade é um larápio e convenhamos que o mundo está cansado dos ladrões em todas as esferas.

Precisou o torcedor ser representado pelo capitalismo dos patrocinadores pra que a FIFA afastasse através do seu Conselho de Ética os acusados em falcatruas, mandos e desmandos que sujam a entidade com uma lama imunda que não está impregnada na camisa da grande maioria dos apaixonados pelo futebol.

Se existe mais verdades então que elas venham logo à tona. Que invadam a mesa e forcem seus pés pra que não tenhamos outra virada daquelas ridículas e bobagentas onde poucos se beneficiam e o grande público precisa engolir a seco decisões estapafúrdias.

Precisamos aprender a não levar goleada de bandidos do esporte. O torcedor também é consumidor e quase todas as grandes marcas já perceberam isso. Ficar ao lado de quem não faz o melhor pro futebol é uma derrota quase certa.

Duela a quien duela. No pain, no gain. Custe o que custar. A hora da bola ao centro é agora. Precisamos reviver um futebol novamente preocupado com o torcedor e não com interesses. Sem essa chatice de ‘Maradona ou Pelé, Wembley ou Maracanã, seis árbitros ou quatro’.

É a hora da desgourmetização inventiva de um futebol elitizado que resolve seus interesses em salas trancadas e sem a participação do torcedor comum.

Que sejam presos, processados, julgados, defendidos e acusados todos os envolvidos nos casos de corrupção e outras ilegalidades na FIFA e nas confederações nacionais. Punidos ou absolvidos de acordo com os resultados das ações da justiça.

Duela a quien duela. No pain, no gain. Custe o que custar. Meteram a mão com a paixão mundial errada.

Imagem: Instagram/FIFA