18 ídolos do Santos nos 18 anos de fila

O Santos ficou sem conquistar um título de expressão entre 1984 e 2002, anos em que ganhou um Paulista e um Brasileiro, respectivamente. Mas, apesar do drama de todo o período citado, não é que os santista não tenham criado idolatria por alguns jogadores que, mesmo sem taças, marcaram seu nome na história do clube.

Felipe Noronha
Jornalista esportivo.

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Fosse pelos gols, pela raça, pelas jogadas de efeito ou por simbolizar todo o drama do clube dentro de campo, são jogadores que, até hoje, são lembrados pela torcida. Relembre 18 “ídolos do tabu”  que durou o mesmo número de anos abaixo:

giovanniGiovanni
Messias. Testemunhas de Giovanni. Seus cabelos vermelhos. A idolatria do santista pelo meia só é comparável, pós-Era Pelé, com a por Robinho e Neymar.

Até hoje, há quem considere o meia mais jogador – ou, ao menos, mas ídolo – do que os dois. E não é muito difícil entender por quais razões. Giovanni é considerado o jogador que recuperou o respeito do Santos no mundo do futebol.

Se não conseguiu a taça em 1995, deixou o clube em 1996 com dinheiro suficiente para reformar a Vila Belmiro. Voltou em 2005 e fez um gol antológico em uma goleada sobre o Corinthians, por 4 a 2. Depois, em 2010, finalmente conseguiu títulos: o Paulista e a Copa do Brasil, como reserva de uma geração que, se existe, é porque Giovanni, um dia, recuperou o clube.

robertRobert
O meia não era um craque. Nunca foi o destaque principal dos times santistas pelos quais jogou – por mais que fosse um dos melhores, sempre havia uma estrela, ou alguém em quem a torcida depositava mais esperança. Mas não havia um torcedor que não o respeitasse.

Esteve no time de 1995, vice-campeão, e depois foi recompensado ao se despedir da Vila Belmiro com o título nacional de 2002. Até hoje mostra respeito pelo clube ao comentar os jogos via redes sociais, como um torcedor comum.

Dodô
O atacante foi a principal esperança de gols do time entre 1999 e 2001, mas ficou marcado tanto pelos gols bonitos quanto por pênaltis perdidos.

Não conseguiu ser o líder de boas equipes que tiveram chances de encerrar o tabu – a mais notória a de 2001, que cai para o Corinthians nas semifinais do Paulista. E sim, Dodô perde um pênalti naquele jogo.

violaViola
Artilheiro do Brasileiro de 1998, Viola foi idolatrado por santistas que viam nele o grande craque do time que foi semifinalista daquele torneio.

Sua camisa, até hoje, é uma das mais procuradas por colecionadores retrô, que gostam de ter a nove de 1998 em suas coleções.

Müller
Não há um santista que não tenha admirado o futebol jogado pelo atacante no clube, mesmo sendo ídolo de um rival e mesmo sem títulos.

zettiZetti
Mais famoso pelos anos de glórias no São Paulo, Zetti foi tratado com carinho em seus anos de Santos. Principalmente ao ganhar a Copa Conmebol de 1998, na chamada “Batalha de Rosario”, na qual fechou o gol.

Também levantou o Rio-São Paulo como titular e, sem dúvida, muitos garotinhos santistas gritavam seu nome quando faziam defesas na pelada.

Alessandro Cambalhota
Outro que estava na conquista dos dois torneios durante o tabu, Cambalhota conquistou os torcedores por seu estilo de velocidade e, claro pelas cambalhotas em comemorações de gol.

Sérgio Guedes
O goleiro “careca-cabeludo” ficou muito tempo na reserva do Santos, principalmente de Edinho, mas quando atuou foi bastante querido pelos santistas – em sua primeira passagem, que durou de 1989 a 1993.

Jamelli
O meia tem passagem semelhante a de Robert: nunca foi craque, mas era muito útil no time de 1995, então a torcida passou a gostar, e muito. Meia de alguma habilidade, convivia com um craque ao seu lado…

camanducaiaCamanducaia
O atacante poderia ser mais lembrado e muito, mas muito idolatrado port odos os santistas se não fosse um apito. Quando Márcio Rezende de Freitas anulou o gol de cabeçada de Camanducaia sobre o Botafogo, de forma equivocada, na final do Brasileiro de 1995, não só tirou o título do Santos como mudou a história do jogador – fatalmente, seria tratado com todas os louros, até hoje, pelo clube.

Macedo
O atacante vindo do São Paulo conquistou o santista por sua habilidade e seus gols em 1995. É mais um que,se não fosse uma arbitragem polêmica, teria marcado seu nome ainda mais forte na história do Santos. Fez gol no histórico 5 a 2 sobre o Fluminense, na semifinal daquele ano.

Ricardo Rocha
sua passagem pelo clube foi curta, em 1993. Mas sua classe era tanta que há quem o considere um dos melhores zagueiros que já passaram pelo Santos – ganhando inclusive votos para a seleção de todos os tempos da equipe da revista Placar.

gugaGuga
O homem que marcou três gols sobre o Corinthians em uma vitória por 3 a 1 em 1992. O homem que marcou três gols sobre o Corinthians, de novo (!), em uma vitória por 4 a 3 em 1994. O homem que foi artilheiro do Brasileiro de 1993 pelo clube. Foram 74 gols em sua passagem de três anos. E muitos, mas muitos órfãos deixados pela saudade de seus gols. Em times realmente ruins do Santos do começo da década de 1990, era o único que dava esperança de mudança.

almirAlmir
Endiabrado, driblador, chegou à seleção jogando pelo clube. Não há quem não o escale no melhor Santos possível da década de 1990. Sim, uma década muito fraca – mas é o próprio Almir que considera isso um motivo para que a idolatria do torcedor por ele seja ainda mais importante.

“Ser ídolo em uma fase cheia de títulos é bom e mais fácil, mas ser reconhecido pelos torcedores em um período difícil do clube torna-se ainda mais interessante, porque todo aquele esforço em melhorar o time foi recompensado”, disse uma vez. Apenas a verdade.

mclarenPaulinho McLaren
Qual santista que viveu os anos 90 e não idolatrou Paulinho McLaren, que ganhou esse apelido ao comemorar um gol pelo clube como se dirigisse um carro, para homenagear Ayrton Senna? E que foi artilheiro do Brasileiro de 1991? Nenhum.

Foram quatro anos de uma passagem de muitos gols e, muito importante naquele período, de muitas alegrias, mesmo que individuais, dadas ao torcedor.

Axel
O volante foi sempre respeitado pelo santista e chegou a ser convocado para a seleção jogando pelo clube. Revelado na base santista, tem identificação com a instituição até a atualidade, mesmo com passagem pelo São Paulo. Já declarou se orgulhar muito de, apesar de ter jogado em times muito fracos do Santos, nunca ter deixado o clube ser rebaixado.

Serginho ChulapaSerginho Chulapa
Claro, ele foi o autor do gol do último título antes do tabu, o Paulista de 1984. Mas passou pelo clube também em 1986, 1988 e 1990.

Tem relação de amor com o Santos como poucos jogadores têm com qualquer clube. Mora na cidade e é mais ídolo do time do que no São Paulo – do qual é o maior artilheiro da história. Coisas do futebol.

 

Rodolfo-Rodriguez-15Rodolfo Rodríguez
O Santos teve Gilmar, o melhor goleiro do país em todos os tempos. Mas há santista que diz, até hoje, que o melhor goleiro da história do clube não é o bi-mundial, e sim o uruguaio.

Em eleição feita em 2009, ganhou o prêmio, em votos dos torcedores, de jogador símbolo do clube no período de vacas magras, antes da chegada de Giovanni. Em 2010, ganhou um placa do clube pela histórica sequência de defesas realizada em 1984, contra o América-SP. O quão espetacular foi? O vídeo explica melhor do que palavras: