De férias, Conca fala sobre futuro e não garante retorno ao Fluminense

Conca tem contrato longo com futebol chinês, mas Palmeiras tinha "cacife" para atraí-lo, não? (Foto: Reprodução/Twitter)

Em entrevista concedida ao portal GloboEsporte.com, o meia falou um pouco sobre seu futuro e se pretende voltar e encerrar sua carreira no Fluminense.

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De férias no Rio de Janeiro, Conca começou falando do amigo Lucas Barrios, lamentou os gols do atacante no Flu e disse ainda sobre o suposto interesse do Palmeiras em sua contratação para próxima temporada. VEJA AQUI: Mercado da bola 2016: Conca fala sobre Barrios e suposto interesse do Palmeiras.

O meia garantiu também que pretende cumprir seu contrato com o clube chinês.

– Estou feliz na China, minha família também. Estamos tranquilos com tudo o que o clube tem nos dado. Todos nos ajudaram muito nesse ano que passou. Vou cumprir meu contrato. Eles gostaram do que eu consegui fazer na China. Ainda não tenho nada definido para 2017. A partir de junho vai dar para pensar melhor.

O argentino, de 32 anos, preferiu não garantir que seu destino será o Fluminense, caso opte por retornar ao Brasil.

– É difícil falar em prioridade. Quando saí em 2011, me perguntaram e eu prometi voltar. Dessa vez não houve essa conversa. Tiveram aqueles problemas todos, mas no Fluminense, do primeiro ao último dia, sempre me doei ao máximo. Joguei bem, mal, mais ou menos, mas sempre tentei dar o meu melhor. Fico tranquilo por isso. Queria jogar sempre e consegui. O Fluminense é o clube mais importante da minha vida. O respeito não vem se você veste outra camisa ou não. O respeito é chegar ao clube e sair dele sempre respeitando. Meu contrato acabou em tal dia e até o fim fui lá treinar. Na China me perguntaram se eu comemoraria um gol contra o Guangzhou. Respondi sim. Comemorei todos os gols da minha carreira e não seria diferente agora. Enquanto fui jogador do Fluminense cumpri com minhas obrigações e isso me deixa muito tranquilo.

Sobre encerrar a carreira no Tricolor das Laranjeiras, Conca disse que sempre foi uma honra vestir a camisa do Fluminense, mas que dependeria de vários fatores.

– Para mim sempre vai ser uma honra vestir a camisa do Fluminense. Independentemente da situação. Quando eu saí pela primeira vez, prometi voltar e cumpri. Quando assinei o contrato no fim de 2013, o Fluminense estava perto do rebaixamento. Eu tinha prometido e cumpri minha palavra. Mas na primeira passagem pela China eu já tinha falado e repito novamente: na hora certa, tem que ver se o treinador vai me querer, se a diretoria me quer no projeto, se a torcida quer que eu jogue no Fluminense. Se algum deles disser não, procuro outro lugar sem problema. Independentemente de qualquer situação, sempre vou ser grato ao Fluminense, que me deu muito mais do que eu esperava. Fez muito bem para minha carreira, para mim e para a minha família.

O argentino falou também sobre a conturbada saída do Flu.

– Era uma decisão difícil, mas eu pensei bem antes de tomá-la. Posso ter tomado a decisão certa ou errada, mas não posso falar em arrependimento porque tive tempo para pensar. Eu achava que era a melhor opção e hoje ainda acho que foi. Tem gente que vai concordar, outros que não, mas eu precisava tomar uma decisão. O que me deixa tranquilo é que até o último dia, mesmo tendo proposta, eu participei do treino e dos jogos nos Estados Unidos. Era importante para a marca Fluminense. Isso que fica. Até o último dia cumpri com as minhas obrigações.

Sobre o time atual do Flu, Conca faz elogios ao jovem meio campista Gustavo Scarpa.

– Acho que o Gustavo Scarpa é muito profissional. Se continuar aplicado desse jeito.. Ele escuta, vai, volta, tenta ajudar, tenta fazer até mais do que deveria. É um jogador que muita gente dentro do Fluminense vai te falar que torce para ele se dar muito bem. Tem tudo para jogar em um grande time da Europa. É diferenciado.

Sobre o encontro com Celso Barros, o meia disse que não passou de uma situação casual.

– Fui passear no shopping, jantar com minha esposa, e encontrei o Celso. Vivemos muitas coisas importantes, algumas não muito boas, outras como ser campeão brasileiro… É sempre bom encontrá-lo. Seu momento no Fluminense foi importante para mim. Ele me disse que está pensando em ser presidente. Desejo sorte e o melhor para o Fluminense.

Conca também falou sobre a possibilidade de retorno ao Flu, caso Celso Barros vire predidente.

– Vamos ter que sentar para conversar. Primeiro tem que ganhar, ver o orçamento que tem para o clube, se vai precisar do Conca. É o que eu sempre falo: ninguém é obrigado a me contratar. O mais importante é que seja o melhor para o Fluminense, independente se é com o Celso ou com o Conca. O Fluminense é maior que qualquer jogador ou dirigente.

Por fim, o meia disse que morando na China, fica difícil acompanhar os times daqui.

– Lá, pelo fuso-horário, é mais complicado. Não dá para ficar acordado até duas, três da manhã. Não tenho essa paciência e não gosto também de ficar acordado até tarde, tenho minhas obrigações. Mas quando cheguei ao Brasil acompanhei o Vasco e o Flu. O Flu não terminou bem o campeonato, mas fez uma grande Copa do Brasil. Para o Vasco foi um ano muito difícil, acabou sendo rebaixado. Mas não deixa de ser um clube grande. Torço para que esse ano passe rápido e volte logo para a Série A.

 

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Foto: Divulgação

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