Opinião: É bom ganhar o Mundial! Ainda melhor é ganhar jogando!

Foto: Divulgação/Agência Corinthians

Os títulos do Mundial de Clubes de São Paulo (2005) e Internacional (2006) fizeram mal ao futebol brasileiro. Para suas torcidas pouco importa a forma como os clubes conquistaram esses títulos, e eu também não me importaria se o Palmeiras fosse campeão do mundo como foram São Paulo e Internacional, principalmente o colorado contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho então o melhor jogador do mundo e no auge da carreia. Mas olhando friamente o legado que essas conquistas deixaram ao futebol brasileiro não foi positivo.

LEIA MAIS:
Opinião: Santos se mantém como a derrota mais vergonhosa do Mundial de Clubes

O São Paulo ganhou do Liverpool com um gol do volante Mineiro no meio do primeiro tempo e só se defendeu o resto do jogo. Rogério Ceni foi o melhor da final fazendo defesas absurdas, a maior atuação de um goleiro que vi. Foram dezoito (18) escanteios para o Liverpool e apenas três (3) para o São Paulo. Já na semifinal o São Paulo teve dificuldade para eliminar o desconhecido Al-Ittihad e só foi se classificar para final com um gol de pênalti convertido por Rogério, o jogo terminou 3 a 2.

O título do Internacional seguiu o mesmo roteiro com uma pitada maior de drama e um final surpreendente que nem a torcida colorada esperava. O Inter de Abel Braga segurava o poderoso Barcelona de Ronaldinho, Deco e Eto’o (lesionado não jogou) até o ídolo da torcida, capitão do time e grande esperança de Abel Braga (técnico do Inter), Fernandão, sair contundido e entra o desprezado pela torcida Adriano Gabiru. Nessas histórias que só acontecem no futebol, Iarley puxa um contra ataque aos 36 do segundo tempo e toca para Adriano com frieza finalizar no gol dos europeus. Depois disso foi o Barcelona no ataque, o Internacional se defendendo com todos os jogadores e o goleiro Clemer fazendo defesas milagrosas – defesas nada casuais na carreira do Clemer.

É certo que os clubes sul-americanos não têm muito que fazer quando enfrentam o campeão europeu. Só que um exemplo de que é possível vencer o Mundial de Clubes não violando a cultura do futebol brasileiro é o Corinthians campeão mundial de 2012. Tudo bem que o Chelsea não era um adversário muito temido, mas ainda era o atual campeão da Europa. O Corinthians jogou com inteligência, marcando forte, mas sem medo nem com 500 jogadores atrás da linha da bola na sua área. Tite armou um time como se fosse um clube europeu e ainda contou com um Cássio inspirado no gol alvinegro.

Crédito da foto: Divulgação/Corinthians



Viciado em futebol nacional e internacional; gosta de Fórmula 1. Apaixonado por Copa do Mundo como quem gosta de futebol, não como torcedor, e interesso-me por outros esportes somente na Olimpíada. Textos opinativos e curiosidades do futebol. Tenho um blog sobre política (@brasildecide).