Forbes faz estudo preocupante sobre futuro da F1

Uma das mais renomadas revistas mundiais sobre economia, a Forbes, publicou um estudo em que indica uma acentuada desvalorização da Fórmula 1 como produto, na ordem de 30% de seu valor.

Em tese, a categoria tem todos os ingredientes que a tornam atraente, que é um passado cheio de glórias, uma grande base de fãs e equipes interessadas em bancar os custos para disputar a competição.

No entanto, o outro lado da moeda não parece ser tão risonho quanto parece. A publicação britânica publicou um estudo minucioso em que aponta os principais problemas da categoria, colocando no topo da lista a injusta distribuição de dinheiro.

Outra analise aponta que o principal problema está nos times, quando apenas uma equipe conseguiu brigar pelo título, a Mercedes, que fez Lewis Hamilton ser campeão com três provas de antecedência. Outra situação apontada é que nos últimos dois anos, apenas três escuderias conseguiram vencer na categoria (Mercedes, Red Bull e Ferrari).

A escuderia de Maranello segue sendo o time mais valioso da F1, com avaliação em US$ 1,35 bilhão. A Mercedes, sediada na inglesa Brackley, embora seja alemã de registro nas pistas, vale US$ 675 milhões, com Red Bull e McLaren logo atrás e, segundo a Forbes, apenas os acionistas da Ferrari auferiram lucro, sendo que outros times poucas vezes empatam o investimento ou entram no prejuízo.

Some-se a isso o fato de desde 2014 várias equipes solicitarem antecipação de receitas para a FOM ou mesmo saírem da categoria, caso da Caterham no fim de 2014. Uma investigação está em andamento na União Europeia e novidades poderão surgir ao longo de 2016.

Foto: Reprodução site F1