Mirandinha, ex-Corinthians, lembra porque preferiu não jogar no Palmeiras

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O ex-atacante Mirandinha defendeu o Corinthians na década de 90 e foi um dos maiores carrascos da história do Palmeiras. Em 13 clássicos contra o rival, ele marcou 10 vezes. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-jogador que ficou marcado pela irreverência e polêmicas dentro de campo relembrou quando recebeu proposta para defender o time alviverde e a recusou, após ficar temeroso com ameaças dos torcedores palmeirenses.

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“Eu fui para o Juventude, que era da Parmalat, e os caras da torcida do Palmeiras colocaram uma faixa no CT da Barra Funda. Saiu no jornal O Lance que eu ia fazer uma ponte do Juventude para o Palmeiras. Por causa disso eu fui ameaçado, a minha família foi ameaçada, colocaram faixas e mais faixas no CT do Palmeiras: ‘fora Mirandinha’. E eu sou louco? Deus me livre, não tinha como eu ir não, eu preferi não ir de jeito nenhum. Todo mundo sabe onde jogador mora, todo mundo sabe onde jogador frequenta, em que restaurante vai. Tinha nascido a minha filha, aí eu dei uma pipocada. Mas quem não gostaria de jogar no Corinthians e no Palmeiras?”.

A cada gol marcado, Mirandinha comemorava de um jeito diferente, de forma provocativa, mas com o intuito de não prejudicar ninguém.

“Time grande é time grande, seja lá em qual for você tem que ir. Mas neste caso eu não tinha condições de ir com as ameaças. E outro detalhe: em marquei muitos gols no Palmeiras e todos foram comemorados de forma diferente. Isso é o que a torcida não aceita. Mas você trabalha a semana toda, chega na hora do jogo, você faz gol e não tem o direito de comemorar? Eu comemoraria de novo do mesmo jeito ou ainda pior”, completou.

O atacante, que hoje vive na Paraíba, defendeu o Timão entre 1996 e 1999 e deixou o clube após discussões com o técnico Oswaldo de Oliveira no Maracanã e no Morumbi.

“Eu estava jogando bem e em um jogo contra o Flamengo no Maracanã o Oswaldo me substituiu, eu achei injusto e falei coisas típicas de quando o jogador está de cabeça quente. O Oswaldo aproveitou a oportunidade porque ele já queria me escantear de verdade e aí me tirou. Depois eu fui para a Arábia Saudita e fiquei dois anos, voltei, joguei no América-MG. Fui bem, joguei contra o Oswaldo e ficou nisso mesmo, ele lá e eu aqui. Ele faz o trabalho dele lá e eu aqui”, explicou.

Com a camisa alvinegra, o atacante fez 161 jogos e marcou 43 gols.

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Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)