“Não sou o salvador”, diz Guerrero, sobre situação do Flamengo

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Contratado a peso de ouro pelo Flamengo em maio deste ano, Paolo Guerrero até começou bem sua trajetória no Rubro-Negro. O impacto inicial foi tão positivo que lhe rendeu até uma música. Mas com o tempo e a falta de gols, o crédito do jogador com a torcida foi acabando. Só que o peruano refutou o rótulo de salvador.

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“Não sou o salvador. Falei isso desde o início. Quando cheguei o time estava em penúltimo e no final da temporada acabamos em 12º. Mas isso não é só mérito meu”, afirmou o centroavante, em entrevista ao jornal alemão “Bild”.

Após se desgastar com a diretoria do Corinthians, clube que o tirou do Hamburgo, da Alemanha, em 2012, e onde era ídolo, Guerrero desembarcou na Gávea cercado de expectativas – e com um salário entre ganhos mensais, luvas e bonificações, girando em torno de R$ 900 mil por mês. Mas até agora, o jogador só marcou quatro gols pelo Flamengo, o que gerou desconfiança sobre o custo-benefício de Guerrero, que passou a ter seu nome constantemente envolvido em especulações. A China seria um dos possíveis destinos. Mas a julgar pela adaptação do jogador, é difícil imaginar Guerrero em outro lugar que não seja o Rio de Janeiro em 2016.

“A cultura aqui é parecida com a do Peru. Aqui eu me sinto em casa. Dois dos meus filhos estão na Alemanha, e é claro que eu gostaria de estar junto deles. Mas eu tive um grande momento na Alemanha, o problema era o frio. Isso tornou a situação difícil. Algumas vezes não podia me reunir com minha família e amigos porque estava tão frio que eu tinha que ficar em casa. Estou no Rio há poucos meses. A única coisa que reparo quando saio de casa, e que eu conheço, é a praia. Por isso ainda não sei como é a vida no Rio. Mas posso falar de São Paulo. É uma cidade grande e onde você pode encontrar tudo. Mas depende do que um jogador de futebol busca.”

O jogador, que está prestes a completar 32 anos, e sofreu com algumas lesões nesta temporada, também fez uma avaliação da carreira e disse que gostaria de ter preparado melhor o corpo para poder ter mais eficiência e participações em campo.

“Ao longo dos anos eu pude me conhecer. Se eu me conhecesse antes, minha carreira teria sido diferente. Agora eu tenho me dedicado diariamente. Antes eu não fazia muito por mim. Eu treinava, fazia o que o treinador me pedia, mas quase nunca trabalhava para mim. Com o tempo você sabe o que realmente precisa. Claro, eu gostaria de ter 22, 23 anos e ter essa consciência. Assim, eu poderia ter o desempenho ideal”, finalizou o jogador.



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