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Opinião: O que podemos extrair do #OcupaCBF?

Nesta terça-feira (15) tivemos um protesto em frente a sede da CBF na Barra da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, chamado #OcupaCBF. Sob um forte sol de 40º, importantes ex-jogadores (como Raí e Alex), técnicos (como Paulo Autuori) e jornalistas (como Juca Kfouri) na porta da Confederação Brasileira de Futebol, junto com alguns torcedores com o propósito de manifestar repúdio à situação atual do futebol brasileiro.

Fabrício Carvalho
Jornalista formado / Rio de Janeiro. Redator de notícias, artigos e relatos sobre futebol nacional e internacional, basquete e esportes americanos.

Crédito: (Créditos: Rafael Ribeiro / CBF)

Entretanto, passado o manifesto na última tarde, o que podemos tirar de conclusão do #OcupaCBF?

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  1. A CBF estava incomodada com o barulho da manifestação: Eram cerca de 16h30 quando a CBF anunciou que daria uma entrevista coletiva e convocou todos os jornalistas que estavam presentes, de forma até surpreendente. Entretanto, como já era de se esperar, nada de grande relevância foi dito por Walter Feldman, secretário geral da CBF, que inclusive concordou com a escolha de Coronel Nunes e com o atual formato de eleição dos presidentes. Nada surpreendente.
  2. A CBF não estava intimidada com o protesto: A CBF podia estar incomodada, mas não intimidada com os protestos. Pelo contrário. Durante a realização do ato, eles conseguiram derrubar uma liminar na justiça que impediria a realização das eleições, que foram confirmadas e que vão ocorrer amanhã. Na verdade, uma provável coroação a Coronel Nunes.
  3. A imprensa cobra, mas não colabora: Uma das alas que podem pressionar por mudanças na CBF é a nossa imprensa, que tem um grande poder de comunicação em todo o território nacional. São várias rádios e, principalmente, vários canais esportivos no país. Todas as emissoras mandaram repórteres, entretanto, apenas uma foi capaz de cobrir o manifesto dando a importância que ele merecia. Ou seja, outras emissoras com programas ao vivo e repetidos simplesmente ignorando ou “escanteando” o assunto, nem mesmo durante o depoimento da sede da CBF. Uma omissão preocupante.
  4. O Bom Senso F.C pode mudar o futebol brasileiro: Criado em 2014, o movimento “Bom Senso F.C” hoje já pode ser chamado de “melhor time do futebol brasileiro”, pois este sim parece ser o único disposto a melhorar o futebol por aqui. Claro, ela não vai conseguir isso imediatamente e sozinha, mas com apoio e a longo prazo, o movimento pode começar a dar resultados concretos com as constantes pressões exercidas sobre a CBF. A guerra será longa, mas as batalhas estão sendo vencidas.
  5. A comprovação da omissão dos jogadores: Será que os jogadores que disputam e jogam os campeonatos aqui no Brasil estão satisfeitos com a situação que vive o nosso futebol? Espanta a total omissão deles. Inclusive, nenhuma menção/resposta deles durante o manifesto de hoje. Tivemos sim, como sempre, fotos e mais fotos de suas vidas íntimas que “ninguém” está preocupado em saber. Estranho. Será que os jogadores são convincentes a tudo isso? A ver…

(Créditos da foto: Rafael Ribeiro / CBF)