A vida dura de treinador no Flamengo em 2015

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

É sabido que para um time ser campeão precisa de no mínimo um bom planejamento. É claro que muitas das vezes um esquadrão resolve essa deficiência, mas convenhamos que o ditado: “time que se ganha, não se mexe” merece atenção.

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Pois bem, o Flamengo definitivamente não consegue um planejamento adequado para voltar a conquistar títulos. O ano de 2015 ficou provado que na hora ”H”, quem pagou o pato foi o treinador.

O curioso é que isso é algo bem comum na Gávea. Para se ter uma ideia, o rubro-negro desde 2003 consegue a “bisonha” média de ter três treinadores por ano. Nos últimos 13 anos foram nada mais, nada menos do que 40 comandantes, e olha que não estou contabilizando os interinos.

As eleições para o novo triênio coloca mais uma vez o atual presidente à frente do clube. Vale a preocupação, pois em sua gestão, a média da mudança de treinador aumenta para uma média de 3,34 por ano. Isso mesmo. Com Eduardo Bandeira de Mello foram 10 treinadores em três anos. Foram eles: Dorival Junior, Jorginho, Mano Menezes, Jayme de Almeida, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges e, por fim, Oswaldo de Oliveira.

Nesse ano as quedas se deram por resultado e valores. Dorival não aceitou a redução salarial, depois Jorginho caiu por rendimento, assim como Mano Menezes que ao ser goleado pelo Atlético PR entregou o boné. Jayme tem o carisma, mas talvez não tenha o pulso e a leitura dos tempos modernos. O mesmo serve para Ney Franco. Já Luxa parecia que iria perdurar no cargo, mas falhou novamente ao não manter o time na mão e se valorizar demais. Cristóvão sucumbiu com as derrotas e não conseguiu elevar à moral do grupo. Já Oswaldo começou de forma avassaladora, mas voltou ao mais do mesmo e não resistiu. Será que agora finalmente a equipe decola com um único treinador?

Ora, a expectativa é de que o Flamengo siga o exemplo do Corinthians que teve apenas três treinadores nos últimos oito anos. De lá para cá, o clube conquistou campeonatos brasileiros, taça Libertadores, Mundial de clubes, Copa do Brasil. Será que é tão difícil acreditar na metodologia do treinador? Suportar a pressão da torcida? Dar tempo ao tempo? Só o tempo irá dizer. A batuta agora é do experiente, trabalhador e estudioso Muricy Ramalho. Serão dois anos de contrato, que no mínimo não só ele, mas como todos do clube, esperam que seja cumprido. É aguardar para ver. Boa sorte ao comando rubro-negro.

Foto: Divulgação/Gilvan de Souza/Flamengo



Sou formado em Publ & Prop, jornalismo e rádio. Trabalhei em grandes empresas do ramo de serviços e desde 2003 atuo na área esportiva. Fiz parte da equipe da rádio Record e rádio USP, onde criei, produzi e apresentei 2 programas esportivos. Coordenei o principal programa jornalístico da rádio Estadão ESPN. Atualmente atuo na área comercial.