Ex- jogador da NBA entra para o lucrativo mercado da maconha dos Estados Unidos

Cliff Robinson, ex-jogador de Portland Trail Blazers, Phoenix Suns, Golden State Warriors e New Jersey Nets, resolveu unir o útil ao agradável. O ex-pivô, que foi preso em 2001 por dirigir sob influência e por posse de maconha, entrou para o lucrativo mercado da maconha, nos Estados Unidos.

Thiago Braga
Jornalista que gosta de boas histórias e grandes personagens, não importa se dentro ou fora de campo

Crédito: Getty Images

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Em alguns estados americanos a erva é legalizada para uso recreativo e medicinal. Este é o caso do estado de Oregon. Robinson, que vai usar a marca Uncle Spliffy (Tiozão do Baseado, em tradução livre), será um dos palestrantes na Conferência Colaborativa de Cannabis, que será realizada em Portland, no mês que vem. Portland é a casa dos Trail Blazers, time onde Robinson passou oito de seus 18 anos em que jogou na NBA.

“É uma oportunidade para eu dar ‘as caras’ e mostrar como eu sou fora do basquete. As pessoas em Oregon me conhecem como o jogador de basquete, mas eu quero desfazer o estigma e percepção errônea que muitos têm de atletas e cannabis não combinam”, falou Robinson, ao jornal “Portland Business”.

Robinson, de 49 anos, que já foi suspenso três vezes pela NBA por violar as políticas anti-drogas da associação de basquete norte-americana, pretende abrir um dispensário ainda este ano. Ele acredita que a maconha pode ser uma alternativa bastante válida aos analgésicos, muitas vezes usados de forma indiscriminada pelos atletas dos mais diversos esportes.

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“A cannabis é definitivamente uma melhor alternativa do que os remédios ao final do dia. Eles são sintéticos. Eu estou falando de algo natural que pode dar resultados muito melhores para o que você está procurando, seja para a tensão muscular, relaxamento ou até mesmo preparação”, finalizou Robinson.

Segundo o órgão que controla a indústria da maconha no estado de Washington, até a metade do ano passado, a legalização já havia rendido ao estado mais de 83 milhões de dólares em impostos. No Colorado, outro estado onde a erva é legalizada, a soma chega a 117 milhões de dólares recolhidos pela união em taxas referentes à venda de maconha.