Com 32 atletas, Brasil terá recorde de nadadores na Paralimpíada do Rio

Na Paralimpíada de Pequim em 2008, a natação brasileira alcançou o recorde de 28 atletas em uma edição paralímpica. Quatro anos depois, em Londres, o número caiu para 20 nadadores, mas em 2016, o país terá um novo recorde, de 32 atletas, 60% maior do que 2012. No total, serão 152 medalhas em disputa apenas na natação paralímpica, para 620 competidores.

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“Superamos o recorde de Pequim-2008 e, o mais importante, essas vagas foram conquistadas dentro d’água, graças à colocação dos nossos atletas no ranking mundial, e não porque somos o país-sede dos Jogos Paralímpicos. Esse é o resultado de um trabalho de longo prazo e de um calendário nacional de competições que ajuda no surgimento de novos talentos. As 32 vagas são o fruto do desenvolvimento da natação paralímpica brasileira”, disse Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor-técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

No entanto, ainda não estão definidos os representantes brasileiros no Rio 2016. A data para a definição será em 14 de julho, no término do prazo para a obtenção das marcas classificatórias estabelecidas pelo CPB.

“Estamos muito orgulhosos pelo número de vagas que alcançamos graças aos bons resultados dos nossos nadadores. Agora vamos trabalhar para ter todos os nossos atletas disputando finais no Rio”, afirma Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação paralímpica do Brasil.

A modalidade é a segunda que mais rendeu medalhas ao Brasil na história dos Jogos Paralímpicos, com 83 pódios e 28 medalhas de ouro, atrás apenas do atletismo. O recordista brasileiro é o nadador Daniel Dias, com 15 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo dez de ouro, quatro de prata e uma de bronze.