Conheça o treinamento de um time que disputa a Superliga Feminina de Vôlei

Quem assiste aos jogos da Superliga Feminina de Vôlei está acostumado a ver grandes jogadas, disputados rallys e disposição das jogadoras, tudo pelo título da competição. Mas o que os torcedores pouco sabem é que as atletas trabalham duro para estarem com o auge da forma física para não se desgastarem com facilidade nessas partidas, que duram às vezes até mais de duas horas.

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito da foto: Divulgação/AASCV

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Um treinamento de vôlei exige muito as meninas, que passam muitas vezes por “testes de fogo” para poderem estar aptas a entrarem em quadra. O Torcedores.com teve a oportunidade de acompanhar o dia de um treino do São Cristóvão Saúde/São Caetano, equipe que luta por uma vaga aos playoffs da competição, após a vitória sobre o Concilig/Vôlei Bauru por 3 sets a 2, no início de fevereiro.

No vídeo abaixo, o técnico Hairton Cabral preferiu usar o “circuito”, um método em que todas as jogadoras passam por um aparelho diferente, que mescla físico e técnico. Por cerca de um minuto, uma atleta aprimora os músculos, a agilidade, os reflexos e até fundamentos do vôlei, como recepções, bloqueios, levantadas e cortadas. Quando o relógio para, a jogadora muda de atividade.

“É um circuito técnico, com características físicas, fortes. Ele serve para dar um estímulo diferente no jogo, próximo do que a gente sabe que é um jogo de voleibol”, diz o treinador. “O vôlei não é um jogo contínuo, é dividido em partes, não só de sets, mas em rallys que duram de 10 a 20 segundos. Um rally mais extenso dura de 20 a 25, então a gente prepara a jogadora para esse tipo de situação”, complementa Cabral.

Para o jogo, esse tipo de treino é crucial para que as meninas rendam mais, principalmente na parte final da partida, quando o desgaste é maior.

“Serve para os momentos decisivos do jogo. Por exemplo, contra o Bauru foi um jogo de cinco sets, e aí você condiciona a jogadora para que no final ela renda mais que o esperado, ou pelo menos o suficiente. É um treinamento que tem uma intensidade forte, uma recuperação rápida, forte para o organismo delas irem se acostumando com esse tipo de arrancada que elas precisam ter durante a partida”, explica o técnico.

* Direto do Ginásio Milton Feijão, em São Caetano do Sul-SP