Ex-chefe da Manor não se surpreende com estreia da Haas

Romain Grosjean foi sexto colocado no GP da Austrália. (Foto: Getty Images)

Um dos destaques do GP da Austrália, disputado na última semana em Melbourne, foi o sexto lugar conquistado por Romain Grosjean com o carro da Haas, equipe estreou na Fórmula 1 naquela corrida. O francês utilizou uma estratégia de apenas uma parada para sair do 19º posto até a zona de pontos. Mas para John Booth, ex-chefe de equipe da Manor na categoria e atual chefe do time inglês no FIA WEC, o resultado não foi uma surpresa.

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Booth, que estreou com o time – então Virgin – em 2010 ao lado de Caterham (ex-Lotus) e HRT na temporada de 2010, destacou que podia esperar um bom início do time americano na Fórmula 1 graças ao dinheiro que a equipe possui, além da parceria técnica fechada com a Ferrari.

“Obviamente, o desempenho na Fórmula 1 está ligado ao orçamento disponível. Eles fizeram um ótimo trabalho, não me interpretem mal, mas eles claramente têm também um orçamento saudável e foram atrás de maneiras que tornaram a estreia mais fácil para eles”, disse Booth, em entrevista para o site americano Motorsport.com.

“Com a ligação com a Ferrari dois anos antes deles fazerem sua estreia, eu acho que foi muito óbvio aonde eles estariam. A maior surpresa é aonde eles se classificaram (19ª e 20ª posições). Isso foi a grande surpresa para mim”, seguiu o dirigente.

A Manor demorou cinco temporadas para conquistar seus primeiros pontos, mas Booth insiste que as circunstâncias em que o time de Banbury entrou na Fórmula 1 são completamente diferentes em relação aos americanos da Haas F1.

“Totalmente diferente. Quando nós entramos na Fórmula 1, nós estávamos contando com Max Mosley que nós poderíamos correr com 30 milhões de dólares, e isso não funcionou bem”, completou Booth.

Foto: Getty Images



Jornalista com passagens pelas revistas Racing e House Mag.