Laranja Mecânica: A lendária seleção holandesa

Hoje faleceu Johan Cruyff ícone do futebol mundial, que ficou conhecido por ser o grande protagonista da seleção holandesa de 1974, a Laranja Mecânica. Rinus Michels, técnico daquele time, foi o criador do “Futebol total”; que influenciou grandes equipes do mundo, alguns exemplos são: Barcelona do Pep Guardiola, que foi pupilo de Cruyff,Seleção Brasileira de 1982, Seleção Espanhola (Campeã do Mundo em 2010); entre outras que tentaram aplicar de algum modo o método do treinador holandês. A partir dai que a organização tática ganhou outra definição.

Joe Nunes de Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução

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Rinus Michels antes de ser técnico da Holanda, foi tricampeão holandês com o Ajax, que futuramente vinha ser à base da seleção de 74. Considerado pela FIFA o “Treinador do Século”, o seu conceito e filosofia de trabalho transformou o futebol. A dinâmica com que armava os seus times era impressionante, usando o esquema 4-3-3, hoje corriqueiramente mais usado do que naquele tempo. Michels também treinou o Barcelona, onde é considerado até hoje um dos principais mentores do estilo de jogo do clube catalão. O tiki-taka certamente surgiu do legado deixado pelo ex-técnico.

O ápice do Cruyff e do Futebol Total foi indiscutivelmente em 1974, quando foi vice-campeã mundial; perdendo para a seleção alemã de Franz Beckenbauer, por 2 a 1. Durante toda a competição a Holanda foi impiedosa contra seus rivais. Na primeira fase, o seleção da Holanda venceu duas partidas e empatou em 0 a 0 contra Suécia, na cidade de Dusseldorf. Classificado, os holandeses foram para a segunda fase do mundial, jogar contra Brasil (campeã do mundo em 1970); Alemanha Oriental e a Argentina. Contra os grandes do futebol mundial, a Laranja Mecânica passeou e distribui aula de futebol para os seus adversários.

Confira os jogos da Seleção Holandesa na Copa de 1974:

1º FASE

15/6/1974 Hannover       Uruguai 0 x 2 Holanda

19/6/1974 Dortmund        Holanda 0 x 0 Suécia

23/6/1974 Dortmund       Bulgária 1 x 4 Holanda

2º FASE

26/6/1974 Gelsenkirchen    Holanda 4 x 0 Argentina

30/6/1974 Gelsenkirchen    Alemanha Or. 0 x 2 Holanda

03/7/1974 Dortumund         Holanda 2 x 0 Brasil

FINAL

07/7/1974 Munique  Holanda 1 x 2 Alemanha Oc.

Krol e Suurbier teoricamente jogadores de defesa da seleção holandesa, participavam muitos das ações ofensivas, em alguns jogos chegando a  jogar como pontas. A forma como Michels desenhava esse time era buscando não deixar o time adversário ter tempo para pensar e quando tinha a posse de bola, controlava a partida com toques rápidos e precisos.

Nos dias atuais, podemos acompanhar o  Bayern de Munique e Barcelona com o estilo de jogo bem parecido com o da Holanda. As caracteristicas de Pressing (Marcação pressão) no campo do adversário, criando linha de impedimento e a troca de posições que era a grande característica desse time, estão presentes nas duas principais equipes do futebol europeu. Pep Guardiola que já treinou os dois times, não esconde de ninguém as influências holandesas que ele tem no futebol, em 1992 o ex- capitão do Barça ganhou a Champions League com Cruyff como treinador. E quando começou no Barcelona B a sua caminhada como técnico sempre usou a metodologia que aprendeu com o holandês na época em que trabalham no clube catalão.

A  formação tática da seleção holandesa por muitas vezes era modificada no decorrer da partida, hoje vemos o Bayern de Munique jogando no 4-3-3; 4-1-4-1; 3-4-3; muitas vezes nem usando zagueiros fixos, e fazendo alterações táticas conforme as necessidades do confronto . Assim, como Rinus Michels  que via seu time muitas vezes mudar de formação de um 4-3-3 para 1-3-3-3 no jogo. A obediência tática nesse caso era a grande engrenagem da seleção holandesa.

Dentro de um elenco recheado de bons jogadores,Cruyff era diferenciado,um maestro por toda técnica e conhecimento que tinha sobre futebol. As habilidade do camisa 14 caíram como um a luva nos planos de Rinus Michels, muitos diziam que o ‘’Futebol Total’’ acabaria quando Cruyff deixasse de existir, neste caso, a Holanda trouxe para o mundo do futebol, um novo conceito que nasceu e viverá permanente no nome do capitão da seleção holandesa, a Laranja Mecânica.

TIME BASE: Jan Jongloboed; Win Suurbier, Arie Haan, Win Rijsbergen e Ruud Krol; Win Jansen, Johan Neeskens e Van Hanegem; Rob Rensenbrink, Johan Cruyff e Johnny Rep. Técnico: Rinus Michels.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/interna/0,,OI685337-EI5503,00.html