Medalhista olímpico critica racismo no judô brasileiro: “O esporte é para todos”

CBJ/Divulgação

Carlos Honorato é sinônimo de medalha olímpica para o Brasil. Em 2000, ele ficou com a prata nas Olimpíadas de Sidney, na Austrália, mas apesar de todo esse sucesso, admite que ainda existe racismo no judô brasileiro. Em entrevista ao Metro Jornal, ele falou sobre a situação.

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“Na minha época, a questão de raça era mais forte. Eram poucos como eu que estavam disputando as provas de judô pelo Brasil” – explicou o ex-atleta, que é o único homem negro a conquista uma medalha olímpica na modalidade – “Quando eu ainda disputava as principais competições, os atletas não tinham acesso livre aos centros de treinamento das Forças Armadas. Isso foi um grande avanço para o esporte”.

Recentemente, uma seguidora de seus passos sentiu isso. Rafaela Silva, brasileira e campeã mundial de judô em 2012, foi vítima de comentários racistas nas redes sociais, porém, além de uma nota de repúdio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), nada aconteceu. Honorato, por sua vez, prefere não relembrar isso e destaca que o esporte é universal:

“Eu nem gosto muito de dar ênfase para essa questão. Para mim, o esporte é para todos”, conclui Honorato.

Crédito da foto: CBJ/Divulgação