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Relembre atos de racismo contra brasileiros no futebol

O futebol, como reflexo da sociedade em que está inserido, não está excluído do racismo. Infelizmente, assim como em nosso dia a dia, é comum vermos manifestações de discriminação étnica e racial dentro e fora dos gramados, como ocorreu nesta quinta-feira (17), na partida entre Nacional, do Uruguai, e Palmeiras, pela Libertadores da América.

Glauco Costa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Getty Images

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As câmeras do canal FOX Sports, que transmitiam ao duelo, flagraram um torcedor da equipe sul-americana imitando um macaco em direção ao atacante Gabriel Jesus, do Verdão. O mais triste disso é que, apesar de o absurdo em pleno século XXI discriminar uma pessoa pura e simplesmente pela raça, esse episódio não é algo isolado.

Do atual elenco alviverde, o volante Arouca já passou por uma situação semelhante. Em partida pelo Santos contra o Mogi Mirim, que terminou em goleada de 5 a 2 do Peixe, o jogador foi xingado por um torcedor de macaco. Na mesma Libertadores da América, por sua vez, Tinga, então volante do Cruzeiro, em partida contra o Real Garcilaso, do Peru, ouviu xingamentos racistas vindos da arquibancada.

Engana-se, por outro lado, quem pensa que episódios desse tipo estão restritos à América Latina. Na Europa, brasileiros também são vítimas de situações análogas. Em uma das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabéu, Daniel Alves ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas.

Esse, no entanto, não foi o pior incidente envolvendo o lateral-direito da seleção brasileira. Em partida contra o Vilareal, um torcedor arremessou uma banana na direção do atleta que, de maneira inusitada, a pegou, descascou e mordeu. Atitude polêmica, mas que deu uma boa resposta para os episódios.

De todos esses casos, aquele que teve a maior repercussão, até mesmo em termo de punição, foi o xingamento ao goleiro Aranha por torcedores do Grêmio. A época, defendendo o Santos, Aranha relatou ao árbitro da partida as ofensas vindas das arquibancadas e o Tricolor Gaúcho foi eliminado da Copa do Brasil.

No mesmo Rio Grande do Sul, dois episódios também mostram como os próprios brasileiros podem discriminar outros brasileiros. O árbitro Mário Chagas da Silva, por exemplo, foi xingado por torcedores em partida entre Esportivo e Veranópolis, que culminou na perda de 9 pontos para o time da casa. Em um Gre-Nal, Paulão, zagueiro do Internacional, se deparou com torcedores do Grêmio imitando macacos.

Até mesmo um dos maiores laterais-esquerdos da história do futebol mundial foi vítima de discriminação. Quando foi defender o Anzhi, da Rússia, em 2011, o lateral-esquerdo Roberto Carlos foi duas vezes vítima de racismo. A primeira aconteceu em março, quando a sua equipe enfrentou o Zenit. Na ocasião, a torcida atirou bananas em sua direção. Posteriormente, em junho do mesmo ano, o jogador deixou o campo mais cedo na vitória de 3 a 0 do Anzhi sobre o Krylya Sovetov depois que torcedores atiraram bananas nele.

Não custa lembrar, por fim, que atos de racismo não são desferidos apenas contra brasileiros. Jogadores como Yaya Touré. Eto’o, Balotelli e Boateng já foram vítimas de tais discriminações em território europeu.

Crédito da Imagem: Getty Images