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Nacional pode perder pontos por racismo? Veja o que a Conmebol costuma fazer

O futebol, como reflexo da sociedade em que está inserido, não está excluído do racismo. Infelizmente, assim como em nosso dia a dia, é comum vermos manifestações de discriminação étnica e racial dentro e fora dos gramados, como ocorreu nesta quinta-feira (17), na partida entre Nacional, do Uruguai, e Palmeiras, pela Libertadores da América.

Glauco Costa
Colaborador do Torcedores

Crédito: Foto: Cesar Greco / Fotoarena

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Diante de situações desse tipo, entretanto, a postura da Conmebol é de silêncio. O famoso caso entre Desábato, então no Quilmes, em partida válida pela primeira fase da Copa Libertadores de 2005, com Grafite, a época do São Paulo deu até mesmo cadeira para o zagueiro argentino, mas não houve perde de pontos para o seu clube.

Em 2009, o volante EliCarlos, do Cruzeiro, acusou o atacante Maxi López, na época do Grêmio, de que havia o chamado de macaco. Ambos prestaram depoimentos à polícia mineira e não houve punição esportiva que levasse à perde pontos ou algo do gênero.

O último caso de racismo na Libertadores contra brasileiro, por sua vez, ilustra mais qual a conduta da Conmebol nestes tipos de episódios. Na Libertadores da América de 2014, Tinga, então volante do Cruzeiro, em partida contra o Real Garcilaso, do Peru, ouviu xingamentos racistas vindos da arquibancada. A CBF protestou e pediu que o Real Garcilaso fosse  excluído da competição imediatamente, porém a Conmebol só aplicou uma multa de US$ 12 mil (aproximadamente R$ 48 mil).

Para ocorrer algum tipo de punição ao time uruguaio, é preciso que o árbitro relate o episódio na súmula. Sabe-que ele foi avisado pessoalmente pelo atacante Gabriel Jesus. Contudo, isso está longe de significar a perda de pontos do time uruguaio, como prova o histórico da Conmebol nesse tipo de episódio.

Crédito da Foto: Cesar Greco / Fotoarena