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Opinião: Grêmio classificado e lesionado

A classificação com vitória de goleada diante do Brasil-Pel era esperada, porém a “inhaca” que paira sobre os jogadores do Grêmio é preocupante. Ontem foram quatro gols e também mais quatro atletas para o departamento médico do tricolor.

Redação Torcedores
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Não existe esquema tático que resista a um gol sofrido no início de uma partida; ainda mais se a estratégia era de jogar fechado e explorar oportunidades de contra-ataque. Essa era a proposta do técnico Rogério Zimmermann para o Brasil-Pel, que findou-se com o gol de Pedro Geromel logo aos 2 minutos de partida para o tricolor.

Foi um banho de água-fria nas pretensões do xavante e um alívio para o Grêmio de Roger Machado. O treinador gremista com certeza havia pensado na estratégia inversa, ou seja, marcar um gol cedo para tranquilizar a equipe e amenizar o desgaste dos jogadores.

Se eu acabasse esse post aqui, narrando o segundo gol marcado por Bobô depois de bela jogada (de um renovado) Giuliano; para logo em seguida falar da bobeira inicial no segundo tempo, com o gol de desconto do Brasil-Pel; e finalizar explicando como (novamente) a equipe melhorou com a entrada de Lincoln, resultando os outros dois gols (Giuliano e Pedro Rocha) para o tricolor; a noite de ontem poderia ser considerada muito boa.

Entretanto, os quatro gols vieram seguidos de mais quatro lesões no elenco tricolor.

Sei lá, às vezes é melhor recorrer ao mundo oculto ou religioso para tentar explicar a “inhaca” que paira no grupo gremista, porque não são só lesões de jogo que andam ocorrendo: é um misto de caxumba com azar, somado a pancadas e músculos cansados.

Ontem ao final do primeiro tempo, o Grêmio tinha Luan sentindo dores por uma pancada na canela e Wallace com uma torção no joelho por pisar na bola. Para a segunda etapa, Bobô nem voltou alegando “perna cansada” e Wallace (que havia voltado) sequer fechou um minuto de jogo. Depois para completar a “goleada de lesões” foi a vez de Marcelo Grohe sentir o pé depois de uma saída do gol.

É bem verdade que o planejamento tricolor é esse mesmo, de disputar “às ganhas” todas as competições do ano. Porém essas lesões de jogo (somadas as inesperadas ausências) são preocupantes, principalmente tendo em vista que em uma semana o tricolor decide sua vida na Libertadores da América contra a LDU na altitude de Quito.

Sim, parece que a situação mais preocupante é de Wallace, justamente o jogador que “acertou” o meio-campo gremista e fez o “Grêmio de Roger” voltar – superando ontem a sua série invicta do ano passado, agora com onze jogos de invencibilidade.

Mas vamos lembrar que o tricolor está sofrendo com um surto de caxumba, que tirou de combate Henrique Almeida e Ramiro; por desgaste, Marcelo Oliveira ficou de fora, mas o xará Hermes está dando conta do recado; Éverton está em final de recuperação; e Bolaños só volta em maio.

Se o departamento médico tricolor está em constante trabalho desde o inicio da temporada, Roger merece uma “estrelinha” por estar administrando bem o grupo de jogadores – sendo que até agora foram somente eliminados da competição menos relevante do ano, a Primeira Liga.

Contudo, o calendário continua apertado e a viagem para Quito é longa e desgastante. A vitória de ontem era esperada, mas as lesões não. O Grêmio que tome um banho de sal, acenda umas velas e ore para os deuses do futebol afastar esse mau olhado; pois contra a LDU nada pode dar errado.

Foto: Ducker/Framephoto/Divulgação