Após empate, Tite pede paciência a torcida e avisa que vaias dificultam a evolução do time

Crédito da foto: Reprodução/Facebook Sport Clube Corinthians

Tite concedeu entrevista coletiva após empate sem gols com o Grêmio na estreia do Brasileirão 2014 e elogiou a postura do time em campo, pediu paciência a torcida, e enumerou os erros da equipe que precisam ser corrigidos ao longo da competição.

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O treinador avaliou que o jogo foi bonito, pegado, com muitas várias táticas e apontou um grande erro na equipe alvinegra: a ansiedade.

— Duas escolas de futebol de triangulações, troca de passes e infiltrações. Ela não é quebra a bola na frente, chuta e tromba, não teve cartão no primeiro tempo. O erro que nós cometemos ainda: as 13 oportunidades que tivemos, nós precipitamos no último terço e só uma delas foi precisa. [Precisa ] ajustar ainda mais por causa dessa ansiedade que a equipe tem de logo transformar o que ela criou em gol

Questionado se havia achado a partida sem brilho, Tite destacou que seu time enfrentou uma equipe muito bem montada.

— Jogo feio para mim é aquele em que a bola chega e você quebra ela lá para frente. E tromba. E tem falta… O que houve foram duas equipes posicionadas, estruturadas taticamente, que não marcam individual, mas por setor. É da escola brasileira de toque e triangulações. Fosse 3 a 3, seria um p… de um jogo. Tivemos posse de bola, quase 65% , mas o Grêmio soube se postar, principalmente, no segundo tempo. Para mim, foi jogo bonito, que não gostei de não ter gols.

Acostuma em ver o Timão no topo da tabela, a torcida veio a Arena Corinthians com as eliminações do Paulista e Libertadores entaladas na garganta, pressionou a equipe e até vaiou alguns jogadores.

— A torcida, temos de entender, está do lado da emoção, frustrada, chateada, sim. Queríamos vencer, claro. É o primeiro jogo em casa (no ano) em que não fazemos gol. Todos os outros 14 fizemos. Então, a torcida carregou as duas eliminações, sendo melhor ataque melhor defesa e saldo do Paulista. Ela traz consigo, é inevitável, causa essa pressa. É natura. Agora, esse sentimento do torcedor é nosso também, mas temos que agir com a emoção e razão.

Os jogadores alvos foram Rodriguinho, André e Bruno Henrique, a cada toque na bola do trio uma sonora vai surgiu das arquibancadas. Tite tirou os holofotes da equipe, pediu calma e chamou a responsabilidade pra cima.

— Não quero julgar se é demais ou de menos. Também não posso julgar a torcida só por aqueles que se manifestam. Só posso falar uma coisa: 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015, o Corinthians foi campeão, sexto, décimo, quarto e campeão. Ela merece uma grande equipe, mas precisam ter mais paciência. Não precisa acontecer o que aconteceu com o Vagner Love, porque o atleta precisa do ajuste. Se apoiar, vai melhorar. Se não, vai dificultar e os ajustes vão demorar de acontecer. A torcida do Corinthians tem por sua característica de apoiar. E, confesso, essas situações (de vaias) têm me surpreendido. Não é a grande maioria. São algumas pessoas que não estão contribuindo.

Para o técnico, as vaias da torcida aos atletas alvinegros vai contra os mantras das história do clube.

— Desses últimos quatro anos de campeonato brasileiro, tu personalizou a pergunta e vou responder personalizado, um pouquinho de credibilidade para um técnico que dos últimos quatro campeonatos brasileiros com o Corinthians venceu dois (um eu fiquei só assistindo invicto). Eu tenho um pouquinho de carinho e respeito ao torcedor para pedir para ele: não faça isso que fez com o Rodriguinho, com o André. Isso vai contra a própria historia do Corinthians.



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.