CBF torce por liberação de ‘árbitro de vídeo’ em agosto

Reprodução/CBF

O ‘árbitro de vídeo’, como é designada a ajuda via replay à arbitragem, ainda está em fase de testes por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade espera que, em agosto, a liberação por parte da Federação Internacional de Futebol (Fifa) seja dada para uso em definitivo durante os jogos do Campeonato Brasileiro.

LEIA MAIS

PANINI LANÇA ÁLBUM DE FIGURINHAS DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2016

CBF ALTERÁ DATA DE DUAS PARTIDAS DO CORINTHIANS NO CAMPEONATO BRASILEIRO, ENTENDA O MOTIVO:

8 JOGADORES BRASILEIROS QUE FECHARAM A TEMPORADA EUROPEIA EM BAIXA

A Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) deverá visitar a Holanda na semana que vem, segundo o Globoesporte,com, para participar de um workshop dedicado a discutir o uso do vídeo como auxiliar da arbitragem. O presidente da entidade, Sérgio Corrêa, deseja aproveitar o evento para tentar um ‘lobby’ junto à Fifa para antecipar a permissão do uso do ‘árbitro de vídeo’, prevista para 2017.

“A Fifa definiu que só vão liberar (a tecnologia) em 2017. Estão dizendo que a CBF está mentindo ao falar que pode ser em agosto, mas não estamos. Queremos apenas mostrar à Fifa que temos condições de iniciar, só isso. Vamos para a Holanda, ver o projeto deles e vamos continuar até o último minuto para que se inicie em agosto. Já estamos trabalhando nisso há seis meses, temos mapeamento de todos os estádios, tudo está pré-estabelecido. Falta só a autorização. Se não sair, vamos ver mais tempo para nos preparar”, declarou Corrêa.

O primeiro teste feito em jogo aconteceu durante as finais do Campeonato Carioca, no jogo de ida entre Vasco e Botafogo. Manoel Serapião Filho, autor do projeto do ‘árbitro de vídeo’ brasileiro, assumiu o ‘cargo’ de assistir os lances via TV, mas sem fazer a comunicação com o árbitro em campo,

A CBF pretende fazer mais testes com a tecnologia, avaliando inclusive usar a comunicação entre as duas pontas. A entidade não divulgou em quais partidas estes novos testes serão feitos, mas torneios de categorias de base podem ser utilizados para observar o uso do vídeo para resolver dúvidas em marcações da arbitragem.

“Só não faremos em agosto por determinação da Fifa, mas vamos continuar trabalhando. A estrutura não é simples, mas o trabalho é. O vídeo não vai acabar com erros, aliás, no próprio teste que fizemos, houve duas situações no jogo em que não tínhamos a imagem. Às vezes, existem situações que fogem do nosso controle, mas este primeiro evento foi bastante satisfatório”, finalizou Corrêa.

(Crédito da foto: Reprodução/CBF)