Opinião: Patito Rodriguez, a eterna promessa

Foto: Flickr/Santos FC

Após chegar em 2012 ao Santos e ser emprestado duas vezes, o Peixe decidiu não renovar contrato com Patito Rodriguez, que se encerra em julho. Além de não corresponder dentro de campo, o salário do atacante argentino é muito alto (cerca de R$200 mil), o que foi crucial para a decisão do clube.

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Superestimado é o adjetivo certo para o Patricio Rodriguez. Contratado em 2012, aos 22 anos de idade, com o status de promessa devido a boa passagem no Independiente, clube que o revelou, na Argentina.
Contando todas as passagens dele pelo Santos, Patito tem 52 jogos, apenas dois gols marcados e cinco assistências, um número horrível para um jogador intitulado como promessa.

Entre uma passagem e outra pelo Alvinegro Praiano, o argentino foi emprestado por duas vezes. Primeiro, foi ao Estudiantes da Argentina, no qual fez 28 partidas, com dois gols e três assistências. No seu segundo empréstimo, durante o ano de 2015, foi para o Johor Darul Takzim, da Malásia, onde fez sete jogos, um gol e duas assistências, estando presente nos títulos do Campeonato Malaio e da Copa da Malásia.

Voltando ao Santos no início de 2016, Patito sabia que seria a sua última chance de mostrar serviço, já que seu contrato está perto do fim e teria que jogar muito bem para mostrar que merecia ter seu contrato renovado, algo que não aconteceu. Seu empresário também já declarou que não planeja buscar a renovação do vínculo com o Peixe, alegando que o atacante ainda tem mercado fora do Brasil.

Enfim, Patito e Santos foi, de fato, uma relação que nunca deveria ter existido. Santistas, esqueçam que ele jogou por aqui e que ele faça o mesmo, será melhor para ambos.

Twitter: @jpnevesz