Opinião: Um ano obrigatório para acompanhar automobilismo

F1 (Facebook)

O automobilismo é um dos esportes mais apaixonantes que se tem no cotidiano esportivo em todos os anos. Mas este 2016 está especial em algumas das competições mais importantes deste esporte viciante.

Primeiramente, deve-se explicar que o automobilismo é um dos esportes que não envolve simpatizantes ou apenas pessoas que “acompanham para falar mal”. O gosto pelo automobilismo vêm da paixão que aquele indivíduo desenvolve com o esporte de alguma forma, principalmente na infância. Por conta disso, existem aqueles que são aficionados e que não largarão o automobilismo nunca e outros que simplesmente acompanham simplesmente para “denegrir”, e provavelmente nunca gostarão do automobilismo em si (a não ser que o Brasil se destaque sempre, como em outros esportes).

Dito isto, agora poderemos explicitar que o automobilismo nunca será um esporte ruim, e que seus fãs aficionados sempre terão atrativo por uma competição deste esporte. E, obviamente, quanto mais disputados forem as categorias, mas teremos atrativos para consumir o esporte. Por causa disso, podemos dizer agora porque 2016 está sendo um ano para quem é apaixonado por automobilismo. Vejamos a seguir alguns motivos listados em suas respectivas categorias para tal afirmação.

Fórmula 1: Após algumas alterações de regras e um conturbado início de campeonato por conta do novo confuso sistema de qualificatório para as corridas, a categoria aparece este ano apresentando uma importante etapa do processo de reerguimento da F1 (que aliás nunca morreu, como insistem alguns). A alta quantidade de ultrapassagens por corrida está de volta, além do “acirramento” dos desempenhos dos carros da Ferrari com os da Mercedes, gerando disputas na maior parte das corridas entre ambas as equipes. Mas, talvez o principal hoje seja o reascendimento da rivalidade entre Hamilton e Rosberg, que já entrou para a história do esporte mundial. 2016 começa como 2015, com os amigos colocando suas amizades de lado e se tratando como verdadeiros inimigos nas pistas, na caçada pelo título, e o GP da Espanha não nos deixa mentir sobre tal afirmação. O mesmo GP que deu a vitória a Max Verstappen, um jovem holandês que representa o futuro da categoria. Ou seja, há disputa na briga pelo título e pela maioria das colocações entre os pilotos, portanto, não há como deixar de assistir esta temporada da Fórmula 1.

Nascar: A categoria de stock car norte-americana normalmente apresenta corridas disputadas e acidentes impressionantes, mas 2016 está se superando no quesito emoção e disputa. Nesta temporada, os pilotos estão realmente se arriscando e, com isso, estamos observando várias manobras ousadas de ultrapassagens semanalmente em nossos televisores, automaticamente aumentando a qualidade das corridas disputadas e a carga de emoção em seus telespectadores. O que dizer na vitória de Danny Hamlin na inesquecível Daytona 500 por exemplo? E no último domingo (15), em Dover, Matt Kenseth se viu ameaçado pelos novatos Kyle Larson e Chase Elliot, que por pouco não tomaram a vitória do experiente piloto. O aumento da qualidade técnica das corridas e da vontade de vitória dos pilotos estão dando a Nascar em 2016 status de “uma das melhores temporadas de todos os tempos”, já dito por alguns especializados, e suas corridas estão se tornando simplesmente imperdíveis para qualquer aficionado por automobilismo.

MotoGP: Não são apenas as competições disputadas com carros que estão se destacando no esporte em 2016. As motos ganham destaque também quando tratamos de MotoGP. A principal categoria da competição está rendendo nesta temporada corridas extremamente movimentadas e cheias de ultrapassagens marcantes. Talvez com exceção de um certo GP, os outros quatro disputados até então foram de grande nível e renderam muitas reações depois das corridas. Até o momento apenas os veteranos venceram os GPs (Lorenzo, Marquez e Rossi), mas alguns pilotos não tão conhecidos do público geral estão dispostos a “roubar a cena” nesta temporada, principalmente os “azarados da Ducati”, Dovizioso e Iannone, que incomodam os veteranos nas primeiras colocações mas acabam tendo contratempos em suas corridas. Viñales também aparece como destaque no início desta temporada. Mais emoções estão guardadas para o próximo domingo (22), no imperdível GP da Itália.

Stock Car: Por último precisamos destacar a nossa categoria de stock, a Stock Car, que mesmo com uma gestão totalmente incompetente da CBTA e de problemas “nebulosos” sobre o nosso automobilismo, consegue sobreviver com intensas e disputadas corridas. Pelo menos foi assim nas duas primeiras etapas das 4 corridas disputadas até aqui, em que vimos ultrapassagens corajosas em momentos oportunos, diversidade de pilotos nas disputas pela vitória e uma grande resposta do público, que no Sul encheu as arquibancadas de Curitiba e Velopark. No próximo domingo (22), a disputa será em Goiânia, e se o ritmo do campeonato seguir o mesmo, é melhor preparar a dosagem de remédios.

Isso sem contar as demais categorias que não foram listadas aqui. Se você não tem nenhuma vontade de gostar do automobilismo, ignore o texto acima, mas se você já for um aficionado pelo esporte ou estiver buscando motivos para se apaixonar pelo automobilismo, este ano é a sua chance.



Apaixonado por esportes e pelo jornalismo. Grande seguidor do futebol, do automobilismo, dos esportes americanos e fã incondicional da NFL.