Jornalista critica planejamento, mas pede sequência a Roger: “Merece continuar”

Roger Machado
Crédito da foto: Divulgação/Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Atordoado pela intensidade imposta pelo Rosario Central no jogo da Argentina, o Grêmio se despedia ali do grande objetivo da temporada. A derrota por 3×0 não só tirou a equipe da Libertadores como levantou uma série de dúvidas sobre o até então incontestável trabalho de Roger Machado. Antes, as eliminações na Primeira Liga e na semifinal do Gauchão já haviam frustrado os torcedores.

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O reflexo da derrota na Libertadores recaiu, primeiro, sobre o departamento de futebol. Cesar Pacheco, vice-presidente, deu lugar a Alberto Guerra. Rui Costa, o então diretor executivo, também foi demitido após mais de três anos no clube. Prestigiada, a comissão técnica liderada por Roger Machado foi mantida para o Brasileirão, e na visão do jornalista e comentarista dos canais SporTV e Premiere FC, Mario Marcos de Souza, a decisão foi acertada.

“O Roger é um técnico correto, talentoso, é torcedor do clube, faz um bom trabalho, merece continuar. O Mano Menezes costumava repetir uma frase que pode definir esta questão: ‘Nem tão bom quando ganha, nem tão ruim quando perde’. O Grêmio fez uma grande campanha a partir da chegada de Roger e isso ninguém pode discutir. O time ganhou padrão, jogadas, firmou vários jogadores e tinha uma defesa diferente da atual. Mesmo assim, todos falavam que o time precisaria de reforços para avançar”, avaliou Mario Marcos, em entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

Na avaliação do jornalista, as eliminações no Gauchão e na Libertadores decorreram de um planejamento mal executado. A opção gremista em se preparar quase que uma semana inteira em Quito, para um jogo contra a LDU na fase de grupos da Libertadores, empurrou os jogos da semifinal estadual contra o Juventude para perto do duelo diante do Rosario. O Grêmio chegou a fazer três jogos em uma semana (terça contra o Toluca, quinta contra o Juventude em Caxias e domingo contra o Juventude em Porto Alegre).

No jogo de ida, em Caxias, Roger usou os reservas e o Grêmio foi vencido por 2×0 – placar que não permitiu que o 3×1 construído na Arena fosse o suficiente para a vaga na final. Desgastado, o time perdeu em casa para o Rosario por 1×0 três dias depois e voltou a perder na Argentina, dessa vez por 3×0, ficando fora das duas competições.

“Os títulos não vieram ou por deficiências no grupo, ou por equívocos no planejamento. Foi o caso do Gauchão deste ano. O clube evitou priorizar uma competição, mas, no momento em que precisou escolher, fez um plano errado, utilizou tempo demais na preparação para o confronto com a LDU e acabou acumulando quatro jogos em oito dias. Como resultado, tropeçou no Juventude e ficou fora também do Gauchão. Na Libertadores, a razão é simples: encontrou um adversário melhor e bem mais ajustado por seu técnico”, opinou Mario.

Já com as eliminações como parte do passado, o Grêmio vive e respira o Campeonato Brasileiro. Na estreia, no último domingo, deixou uma boa impressão ao empatar em 0x0 contra o Corinthians fora de casa. No próximo domingo, na Arena, o rival será o Flamengo, pela segunda rodada.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.