Ricardo Conceição explica saída do Ceará e fala sobre planos para o futuro

Foto: Divulgação/Ceará Sporting Club

Há pouco mais de um mês sem clube, após deixar o Ceará de maneira consensual, o volante Ricardo Conceição está atento às opções que lhe aparecem, mas mantém-se cauteloso na escolha de seu próximo destino.

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Em conversa exclusiva com o Torcedores.com, o experiente volante de 31 anos explicou sua saída do Ceará, no começo de abril, falou sobre seus planos para o futuro e destacou os melhores momento de sua carreira.

“De maneira nenhuma (há mágoa do Ceará). Nós conversamos e não deu certo a renovação, mas foi um acordo que a gente fez. Na época, até o Rodrigo Pastana disse que eu tinha um salário alto e tudo. Foi uma questão de término de contrato. Eu não estava mal, estava bem. Mas foi tudo em comum acordo”, explicou

Sem pressa para acertar seu próximo destino, Ricardo Conceição adota o tom de cautela ao afirmar que já recusou duas propostas, que não lhe eram interessantes, além de revelar ter contato com um time de fora do país.

“Logo quando eu saí, eu estava vendo uns negócios para fora do país, que eu estou aguardando uma situação com os empresários e surgiu algumas especulações. Mas por algumas questões particulares minhas. Tive duas propostas que não achei interessantes, e é por isso que estou aguardando ainda”, acrescentou o volante.

Sobre o desejo de jogar fora do país, Conceição afirmou:

“Não só pela questão financeira, mas também pela oportunidade de jogar fora, de uma nova cultura, já que ainda não tive oportunidade de jogar fora do país. Então vejo também por este lado. Também tem a questão financeira, mas também ter a oportunidade de sair com a família. Não só o mercado chinês, mas também a Europa, também na América. Mas não que eu tenha descartado os clubes do Brasil”.

Em sua carreira, Conceição passou por diversas equipes do futebol nacional, como Vitória, Santo André, São Caetano, Ponte Preta, Paraná e Chapecoense. Mas, para o volante, sua passagem que mais marcou foi pelo time paranista.

“Na Ponte Preta foi meu início, tive bons momentos ali, na Chapecoense também não fiquei muito tempo, mas estive bem. Mas no Paraná Clube foi um tempo maior, eu consegui ter uma sequência grande de jogos. Eu sempre tive essa característica de ficar muito tempo em clubes. Fiquei oito anos na Ponte Preta e quatro no Paraná. Então é bastante tempo”.

Quanto aos gols que marcaram a sua carreira, Ricardo Conceição citou dois.

“Um contra o São Paulo, que fiz pela Chapecoense em 2014, que foi a primeira vitória do time fora de casa na Série A e outro que, para mim foi bem importante, foi contra o Corinthhians, na derrota por 2×1, em 2010. Eu tava no Santo André e eu fiz o gol. Pela Chapecoense foi pela Vitória e contra o Corinthians, porque eu achei um gol bonito”.



Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com