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São Paulo: namorada de Aidar participou de negociação frustrada de Rodrigo Caio; saiba mais

Há 11 meses, o zagueiro Rodrigo Caio por pouco não deixou o São Paulo. O destino: o Valencia (ESP), que pagaria R$ 44 milhões pela revelação tricolor. Porém, as coisas não saíram como esperado na Europa e a negociação acabou não acontecendo, fazendo-o voltar ao clube paulista. Seus empresários da época, os ex-jogadores Luizão e Deco, o irritaram e ele rompeu com a dupla.

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade de TV. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e editor no Torcedores.com. Apresenta o Lente Esportiva ABC em lives no Facebook e Youtube.

Crédito: Crédito de imagem: Divulgação/São Paulo FC

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Em entrevista ao jornal Lance! neste sábado (21), o atleta revelou um novo fato sobre a transação frustrada. A namorada do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, a empresária Cinira Maturana, participou da negociação, a pedido do mandatário, o que surpreendeu Caio.

“Imaginava que algum dirigente iria. Que fosse presidente, vice-presidente, diretor… Era uma negociação muito alta, que poderia ajudar muito ao clube e não aconteceu. Faltou daquela diretoria alguém viajar comigo. Acredito que seria o Gustavo (Oliveira), mas ele tinha acabado de sair do clube (pediu demissão e voltou em outubro). Tive uma surpresa muito grande quando encontrei a Cinira lá”, contou.

Depois, o jogador desistiu do negócio assim que soube que havia um conflito de valores que tinham sido passados anteriormente a ele, em relação a luvas e salários.

“Poderiam voltar atrás e me pagar uma fortuna que eu não ficaria. O mais importante é a confiança que tenho nas pessoas. Quando isso não existe, quando a pessoa diz uma coisa e não é verdade, para mim acabou. Acaba prestígio, acaba dinheiro. Era o meu futuro que estava sendo decidido. Fiquei muito triste, mas de consciência tranquila em voltar e recomeçar o que tinha parado. Recomecei e vejo que minha decisão foi mais do que certa”, lamentou, mas sem mostrar arrependimento.

Quando Aidar começou a ser investigado por irregularidades administrativas, ainda em 2015, ele negava a participação da mulher em seu mandato, algo que foi comprovado meses mais tarde, o que ocasionou seu afastamento da presidência do time do Morumbi. Para Rodrigo Caio, uma hora a conta chegaria à mesa do presidente.

“Todo mundo sabia, inclusive o Aidar, que isso explodiria. Era impossível esconder a participação dela lá. Tentei ficar na minha, calado, porque não interferiu na minha decisão. Não gostei da forma como foi conduzida a negociação e voltei. Não mudou nada para mim, tomaria aquela decisão com qualquer pessoa. O que pesou foi o apoio da minha família. Eu, particularmente, esqueci, tirei da minha cabeça. Foi algo que me deixou muito triste. Faz parte do passado”, opinou.

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